Aprenda a se PROTEGER dos principais GOLPES bancários

Pontos-chave
  • Com a expansão da digitalização, os criminosos aprimoraram as formas de roubar dinheiro das vítimas;
  • Os criminosos conseguem roubar sem precisar sair de casa e os golpes podem ser aplicados no país inteiro;
  • As abordagens são sutis, se passando por empresas, amigos ou familiares;

Golpes bancários sempre foram uma realidade no Brasil. Porém, com a expansão da digitalização, os criminosos aprimoraram as formas de roubar dinheiro das vítimas. Pensando nisso, o FDR traz todas as dicas de como se proteger e evitar cair nessas “ciladas”.

Aprenda a se PROTEGER dos principais GOLPES bancários
Aprenda a se PROTEGER dos principais GOLPES bancários (Imagem: Montagem/FDR)

São inúmeros os golpes bancários criados pelos criminosos. Diante disso, os brasileiros precisam estar, cada vez mais, atentos aos detalhes para não serem vítimas. Principalmente na era digital que tem facilitado os roubos.

Os criminosos conseguem roubar sem precisar sair de casa e os golpes digitais podem ser aplicados no país inteiro. As abordagens são sutis, se passando por empresas, amigos ou familiares.

Além disso, os golpistas recorrem aos canais de contato mais pessoais para solicitar informações confidenciais, como senhas e números de cartões. Outra abordagem é a manipulação para a realização de transações bancárias.

Golpe do falso motoboy

Os criminosos ligam para as vítimas se passando por um funcionário do banco. No contato alega que uma compra suspeita foi identificada, pedindo que o cliente verifique a autenticidade.

Como não foi realizada nenhuma compra, a vítima confirma que desconhece a movimentação. Assim, o golpista afirma que o cartão foi clonado e é preciso que o mesmo seja cortado, sem danificar o chip.

Além disso, solicita a senha para que, supostamente, seja possível disponibilizar outro cartão. Em seguida, diz que o cartão será retirado na casa do cliente, por um suposto funcionário do banco.

Assim, o outro criminoso aparece onde a vítima está e retira o cartão, geralmente de moto. Como o chip do cartão não foi danificado é possível utilizá-lo para fazer transações e roubar dinheiro da vítima.

COMO SE PROTEGER: é importante saber que bancos nunca pedem o cartão de volta. Além disso, nunca mandam portadores até a sua casa para buscar o cartão. Caso receba esse tipo de ligação ou visita, não entregue nada e ligue imediatamente para o banco para verificar se há algum problema com a  conta.

Golpe da falsa Central de Atendimento

Assim como no golpe anterior, o criminoso entra em contato com a vítima se passando por um funcionário do banco ou empresa com a qual tenha um contato ativo. Nesse momento comunica que a conta do cliente foi invadida, clonada ou que apresenta outro problema.

PROTEJA-SE NO PIX: Os GOLPES mais comuns do novo sistema

A partir disso, solicita os dados pessoais e financeiros da vítima. Pede até mesmo para que ela ligue na central do banco, fornecendo um número. Outro golpista atende a ligação e solicita dados da sua conta, cartões e senha.

COMO SE PROTEGER: desconfie desse tipo de ligação. A dica é desligar e entrar em contato com a instituição através dos seus canais oficiais. É preferencial que o contato seja feito usando o celular ou aplicativos móveis. É importante ter consciência que os ligam para os clientes pedindo senha ou número do cartão.

Golpes bancários no WhatsApp

Nesse golpe, os criminosos clonam a conta de WhatsApp e com essas informações tentam cadastrar a conta da vítima nos aparelhos deles. Para concluir a operação, é preciso inserir o código de segurança enviado por SMS.

Para descobrir o código de segurança, os fraudadores enviam uma mensagem pelo WhatsApp fingindo ser do Serviço de Atendimento ao Cliente do site de vendas ou da empresa em que a vítima tem cadastro.

Na mensagem solicitam o código de segurança, que já foi enviado por SMS, afirmando se tratar de uma atualização, manutenção ou confirmação de cadastro. Com o código, os criminosos clonam a conta de WhatsApp em outro aparelho e têm acesso às conversas e contatos.

Com essas informações, enviam mensagens para os contatos, passando-se pela vítima, pedindo dinheiro emprestado. Geralmente, as mensagens são de ajuda imediata, devido a algum incidente.

COMO SE PROTEGER: a primeira coisa é proteger o app de possíveis invasões e clonagens. Para isso, nas configurações do aplicativo, clique em “Conta”, depois em “Confirmação em Duas Etapas” e ative essa funcionalidade de segurança com uma senha. 

Outra dica é nas configurações de privacidade, deixar a sua foto de perfil pública apenas para os seus contatos, assim ninguém a utiliza para golpes. E caso receba mensagens de parentes ou conhecidos pedindo dinheiro, confirme a identidade.

Golpe da troca do cartão

Vendedores prestam atenção quando você digita sua senha na máquina de compra e depois trocam o cartão na hora de devolvê-lo. O mesmo acontece com desconhecidos que oferecem ajuda no caixa eletrônico.

COMO SE PROTEGER: verifique o cartão devolvido e, se possível, passe você mesmo o cartão na maquininha. Nos caixas eletrônicos, procure funcionários do banco devidamente uniformizados e não aceite ajuda de desconhecidos.

Golpe do link falso

Ofertas atrativas são enviadas por e-mail ou redes sociais, a fim de conseguirem dados pessoais, como número de CPF, conta, cartões e senhas. Essas mensagens também podem instalar vírus e aplicativos que roubam seus dados por meio de links.

COMO SE PROTEGER: desconfie de mensagens que você não aprovou e de ofertas com descontos tentadores. Fique atento ao e-mail do remetente, empresas de grande porte não utilizam contas privadas e entidades públicas sempre usam @gov.br ou @org.br.

Golpe do falso leilão

Com sites falsos de leilão, os criminosos anunciam todo tipo de produto por preços bem abaixo do mercado. Depois pedem dinheiro para assegurar a compra e apelam para a urgência em fechar o negócio para não perder os descontos.

COMO SE PROTEGER: pesquise sobre a empresa de leilões em sites de reclamação e confira o CNPJ do leiloeiro. Nunca faça pagamentos em sites que não tenham o cadeado de segurança e certificados digitais para transações.

Glaucia AlvesGlaucia Alves
Formada em Letras-Inglês pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Atuou na área acadêmica durante 8 anos. Em 2020 começou a trabalhar na equipe do FDR, produzindo conteúdo sobre finanças e carreira, onde já acumula anos de pesquisa e experiência.
Sair da versão mobile