Tensões na Europa: ataque da Rússia está gerando sérios efeitos para a economia global

Com a escalada do conflito e o ataque russo à Ucrânia nos últimos dias, os mercados de todo mundo dão sinais preocupantes. De modo geral, há uma inflação generalizada de diversos bens, que deve se agravar nas próximas semanas, ou mesmo meses.

Conforme a incerteza aumenta, investidores procuram alocar seus recursos em ativos mais confiáveis, como o dólar, ouro e títulos da dívida pública americana. Também há temor de uma escassez no fornecimento de vários produtos, especialmente commodities exportadas pela Rússia.

Os preços do petróleo e do gás, por exemplo, estão sofrendo aumentos constantes. O barril de petróleo voltou a ser cotado acima de 100 dólares e fechou a segunda-feira (28) com alta de 4%. Em fevereiro, o produto acumula alta de 7%. Já o gás natural, acumula alta de 36% na Europa.

Bolsas de valores em todo o mundo também estão passando por turbulência. A Nasdaq sofreu queda de 1% nesta segunda. As maiores quedas são registradas nas ações de bancos. As do Deutsche Bank, principal banco alemão, tiveram recuo de 5,12%, enquanto as ações do ING, da Holanda, fecharam com queda de 7,93%.

O mercado de bitcoin, no entanto, está passando por uma dinâmica diferente. Após um período de queda, a criptomoeda voltou a se valorizar em mais de 9% nas últimas 24h. Aparentemente, esse comportamento se deve ao grande volume de rublos (moeda russa, que está se desvalorizando severamente) deslocado para o mercado de bitcoin.

A tendência é que essa turbulência nos mercados se reflita em aumento de inflação e recuo do crescimento econômico pelo mundo. A inflação, que já apresentava tendência de alta antes do início do conflito, deve alcançar níveis alarmantes.

As sanções econômicas impostas por países ocidentais à Rússia devem agravar esse cenário. Além disso, uma retaliação por parte de Moscou cortando o fornecimento de hidrocarbonetos para a Europa pode provocar uma grave crise energética no continente.

Futuro imprevisível

A guerra chegou ao quinto dia, ainda com futuro incerto. Moscou demonstra buscar “uma solução rápida”, algo que poderia se concretizar através das negociações iniciadas hoje em Belarus. Mas o lado ucraniano demonstra querer resistir, estimulado, ademais, pelo envio de ajuda militar do Ocidente.

As consequências, muito além de mortes, deslocamentos de civis e destruição para as partes diretamente envolvidas na guerra, poderão ser sentidas em todo o mundo.

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Amaury Nogueira
Amaury da Silva Nogueira é bacharelando em Letras/Edição pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Apaixonado pelo universo da escrita, atua há dois anos como redator e realiza pesquisas sobre história da edição no Brasil. Além disso, atualmente pesquisa também sobre direitos e benefícios sociais para agregar conhecimento na redação do portal de notícias FDR.