Como o Bitcoin está reagindo em relação às tensões entre Rússia e Ucrânia?

Por conta da intensificação das tensões entre Rússia e Ucrânia, o mercado de investimentos tem apresentado grande volatilidade. Na última quinta-feira (24), após a invasão da Ucrânia pela Rússia, o bitcoin despencou. Após isso, a criptomoeda apresentou recuperação, mas ainda segue instável.

Como o Bitcoin está reagindo em relação às tensões entre Rússia e Ucrânia?
Como o Bitcoin está reagindo em relação às tensões entre Rússia e Ucrânia? (Imagem: Montagem/FDR)

Na madrugada da última quinta-feira, quando a invasão da Ucrânia começou, o bitocin chegou a ser negociado abaixo de US$ 35 mil, segundo o site CoinDesk. Isso representa uma queda de quase pela metade desde a alta histórica de US$68.990, registrada em novembro.

Apesar da queda considerável, a criptomoeda apresentou recuperação no mesmo dia. No final do respectivo dia, o bitcoin já valia mais de US$ 38 mil. Desde então, a moeda tem apresentado variação constante.

Na manhã deste domingo (26), por exemplo, o bitcoin operava em queda. Isso aconteceu após o presidente da Rússia, Vladimir Putin, colocar arsenal nuclear em estado de alerta.

Neste dia, por volta das 10h, a criptomoeda estava sendo negociada a quase US$ 40 mil. Já pelas 19h, depois das declarações do presidente russo, a moeda digital valia US$ 37.441.

Perspectiva sobre o bitcoin diante das tensões entre Rússia Ucrânia

Ao programa Cripto+, o co-fundador e CTO da Parfin, Alex Buelau, indicou a correlação do bitcoin com o mercado de ações — diante da volatilidade registrada na quinta passada.

Segundo ele, nos últimos dois anos, os criptos vem se comportando como se fossem uma ação de empresa de tecnologia norte-americana. Juntamente com o mercado de ação dos Estados Unidos, o bitcoin apresentou queda na quinta. Do mesmo modo, os dois mercados se recuperaram ao longo do dia.

Buelau declara que nos próximos dias e semanas, será possível ter uma ideia melhor sobre os desdobramentos das ações de Putin. Conforme o executivo, “é isso que vai, na verdade, influenciar o comportamento dos mercados no futuro”.

Por exemplo, caso a guerra se prolongue — e a comunidade internacional determinar que cripto está sendo utilizada para combater sanções que estão entrando em vigor —, e alguns países resolvam banir as moedas digitais, isso causaria reflexos para o mercado.

Já em outro exemplo, por conta da guerra, se o banco central americano decidir voltar a imprimir mais dinheiro, isso seria positivo para os criptos.

MAIS LIDAS

×

Deixe as notícias mais recentes encontrarem você

Você pode ficar a par das melhores notícias financeiras e atualizado dos seus direitos com apenas uma coisa: o seu email!

Silvio Souza
Silvio Suehiro Souza é formado em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Desde 2019 dedica-se à redação do portal FDR, onde tem acumulado experiência e vasto conhecimento na área ligada a economia, finanças e investimentos. Além disso, Silvio produz análises sobre produtos e serviços financeiros, sempre prezando pela imparcialidade e informações confiáveis.