Vai sofrer calote? Confira o valor que a Rússia pegou emprestado do Banco do Brasil

Após uma semana da guerra travada contra a Ucrânia, a Rússia começou a sofrer sanções impostas por países do ocidente e instituições privadas. Em um primeiro momento, o foco foram os bancos russos, que passaram a ser boicotados.

Agora, as sanções se estendem a rompimentos de contrato, instabilidade na exportação e importação de produtos, comercialização de várias marcas internacionais na Rússia, etc. Os impactos na economia mundial já podem ser notados, e o Brasil é uma das nações que pode ser afetada.

Isso porque, o Banco do Brasil emprestou uma quantia aproximada em US$ 5 milhões para a Rússia, segundo dados do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês). A instituição é uma espécie de Banco Central que coordena todos os outros do mundo inteiro.

Apesar da quantia em exposição à Rússia, vários outros países superam essa oferta feita pelo Brasil em ocasião anterior. É o caso dos bancos americanos, que têm emprestado o valor de US$ 14,7 bilhões às instituições financeiras da Rússia.

Ainda assim, esta não é considerada uma quantia alta por analistas do mercado financeiro, os mesmos que alegam a falta de transparência na divulgação dos dados. De toda forma, o Brasil está bem no final da lista de bancos mais expostos à Rússia. Isso porque, em razão da proximidade geográfica, bancos europeus lideram este ranking, apesar de não terem divulgado detalhes sobre valores.

Contudo, a estimativa é de que, aproximadamente, US$ 75 bilhões estejam expostas ao provedor da guerra. A quantia é oriunda de países como Itália, França, Holanda e Áustria, que correm o risco de não reaver os respectivos valores. A exposição consolidada chega a US$ 122, de acordo com um levantamento do BIS.

Até o momento, a declaração mais surpreendente partiu dos Estados Unidos da América (EUA), quando o Citi informou que detém uma quantia aproximada em US$ 10 bilhões junto à Rússia. O Citi atua em território russo através de uma subsidiária local, se apropriando do rublo, moeda russa, como a principal.

Em nota, o banco informou que monitora periodicamente a situação geopolítica entre Rússia e Ucrânia, bem como as respectivas condições econômicas. Logo, mitigará as exposições e riscos financeiros seguindo o protocolo que acreditar ser o mais adequado.

De acordo com o Citi, a Rússia faz parte de um conjunto de 25 países onde ocorre a maior exposição financeira. Vale mencionar que apesar dos impactos provocados pela guerra e amplamente divulgados nos últimos dias, o JPMorgan, maior banco dos Estados Unidos, não acredita que a situação da Rússia ofereça riscos ao capital dos bancos.

No entanto, é importante mencionar a situação do Lehman Brothers, que faliu em 2007 durante a crise do subprime, cujo balanço apresentado na época foi de US$ 700 bilhões, desencadeando uma onda de “quebradeiras” no setor financeiro de todo o mundo.

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Laura Alvarenga
Laura Alvarenga é graduada em Jornalismo pelo Centro Universitário do Triângulo em Uberlândia - MG. Iniciou a carreira na área de assessoria de comunicação, passou alguns anos trabalhando em pequenos jornais impressos locais e agora se empenha na carreira do jornalismo online através do portal FDR, onde pesquisa e produz conteúdo sobre economia, direitos sociais e finanças.