Rússia já tem plano para reagir às sanções; descubra

Quando as tropas da Rússia entraram na Crimeia em 2014, agregando uma parte da Ucrânia, isto deu origem a primeira rodada de sanções internacionais. Isto fez com que Moscou ficasse a postos para este tipo de retaliação. 

A Russia vem desde este período, aprimorando sua defesa, diminuindo sua dependência do dólar e segue na tentativa de deixar sua economia à prova de sanções. Vladimir Putin, pode estar sinalizando que irá aguentar as sanções por mais tempo do que é suposto pelo Ocidente. 

Reservas 

No início de 2021, as reservas internacionais da Rússia em moeda estrangeira e ouro, bateram patamares recordes, valendo cerca de US$630 bilhões. Este montante é a quarta maior reserva do planeta e poderia ser empregada na sustentação da moeda da Rússia, o rublo, por um bom período.

Somente 16% das divisas da Rússia são mantidas em dólares neste momento, ficando bem abaixo dos 40% registrados cinco anos atrás. Cerca de 13% é composto por renminbi chinês.

Isto foi pensado para que o país ficasse protegido ao máximo de possíveis sanções lideradas pelos EUA. 

Outras alterações também foram empregadas na economia do país. A Rússia foi reduzindo sua dependência de empréstimos e investimentos estrangeiros e está atrás de novas oportunidades comerciais de mercados do ocidente. Uma parte significativa desta estratégia é a China. 

O governo de Moscou também começou a criação de seu sistema de pagamentos internacionais próprio, se acontecer de ser retirado do Swift, serviço de informações financeiras global que é inspecionado pelos principais bancos centrais do ocidente.

A Rússia também está diminuindo seu orçamento, dando prioridade a sua estabilidade do que de seu crescimento. Isto quer dizer que sua economia avançou menos de 1% em média ao ano nos últimos 10 anos, porém, pode ter atingido a autossuficiente no processo.

“O que a Rússia está fazendo, na verdade, é construir quase um sistema financeiro alternativo para que consiga resistir a alguns dos choques de sanções que o Ocidente pode impor. Mas tudo isso trará alguma dor no curto prazo, e o sistema russo tem a vulnerabilidade de ter uma rede pouco espalhada no mundo.” disse a Rebecca Harding, presidente-executiva da consultoria Coriolis Technologies ao BBC News.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.