Home Office deve continuar e empresas adiam volta aos escritórios; saiba o motivo

O aumento de casos de infecção por COVID-19 e influenza (H3N2) está fazendo com que o retorno aos escritórios seja adiado. A expectativa era que o retorno acontecesse neste ano, após cerca de dois anos de pandemia, porém o Home Office continua sendo adotado.

Com os casos de COVID-19 e de influenza muitos escritórios têm planejado continuar com as atividades em Home Office em 2022. A lista inclui empresas de vários segmentos, inclusive estatais.

A Eletrobras, por exemplo, anunciou na última quinta-feira (6), que todos os funcionários retornariam ao trabalho no modelo de Home Office, devido a nova onda de infecções por Covid-19.

A indústria de alumínio Novelis planejava o retorno presencial dos funcionários neste ano, após incentivar a vacinação e atingir 100% dos funcionários. O plano era um retorno escalonado em uma nova sede planejada especialmente para isso. Porém, a empresa decidiu adiar o retorno e esperar até o mês de fevereiro.

O diretor responsável pelas áreas de segurança e medicina do trabalho da companhia, Daniel Forastieri, disse que “Antes, tínhamos a ideia de retornar ao trabalho presencial quando todos estivessem vacinados. Agora, estamos discutindo se a volta será somente após a dose de reforço”.

A empresa de tecnologia TakeBlip voltaria ao trabalho presencial em fevereiro, após pedido dos funcionários. De acordo com uma pesquisa interna, apenas 10% da equipe afirmou preferir permanecer em Home Office.

Porém, com a alta no número de infectados a data de retorno ficará em aberto, afirmou o presidente da TakeBlip, Roberto Oliveira. “Tivemos uma explosão de casos na equipe, mas o lado positivo é que todos os casos estão sendo leves”, declarou.

A startup de educação Redação Online, que possui 23 funcionários, só irá retornar ao trabalho presencial em 2023. Segundo o CEO, Otávio Pinheiro, a ideia nessa decisão a longo prazo é para que os trabalhos não fiquem “nesse vai e volta”.

Há empresas que também já desistiram do retorno a atividade presencial e adotou o Home Office definitivo, como a startup de educação TutorMundi. A empresa já atuava com esse modelo de trabalho à distância antes da pandemia.

O Home Office e o nomadismo digital já estavam na essência da empresa, que funciona desde 2016 em sistema híbrido no Cubo Itaú, centro de startups em São Paulo. Diante do cenário de pandemia foi decidido adotar o modelo de trabalho remoto de forma permanente.

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Glaucia Alves
Gláucia Alves é formada em Letras-Inglês pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Atuou na área acadêmica durante 8 anos. Em 2020 começou a trabalhar como corretora de redação. Atualmente, trabalha na equipe do portal FDR, produzindo conteúdo sobre economia e direitos da população brasileira, onde já acumula anos de pesquisa e experiência. Além de realizar consultoria de redação on-line.