Orçamento da União para 2021 prevê contratar professores, policiais e bombeiros

Pontos-chave
  • A proposta de Orçamento da União para 2021 prevê a contratação de mais de 50 mil servidores nos três poderes;
  • O Poder Executivo é o que mais necessita de contratos, sendo 48,1 mil vagas;
  • A Lei Complementar 173 impediu contratações exceto para as reposições de vacâncias.

A proposta de Orçamento da União para 2021 prevê a contratação de mais de 50 mil servidores nos três poderes. A contratação de professores, policiais e bombeiros terá um custo de R$ 2 bilhões em 2021.

Orçamento da União para 2021 prevê contratar professores, policiais e bombeiros
Orçamento da União para 2021 prevê contratar professores, policiais e bombeiros (Imagem: Reprodução/Google)

A proposta de Orçamento da União para 2021 foi enviada ao Congresso Nacional pelo governo no fim de agosto e prevê a contratação de 51.021 servidores pelos três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário.

O projeto está em análise no Congresso e precisa de aprovação, porém, ainda não foi instalada a Comissão Mista de Orçamento. Com a demora em aprovar o Orçamento, pode fazer com que o governo inicie o ano sem poder ter gastos.

O Poder Executivo é o que mais necessita de contratos, sendo 48,1 mil vagas:

  • 1000 policiais e bombeiros, contratados pelo governo do Distrito Federal;
  • 100 militares egressos das academias militares;
  • 200 cargos vagos para o preenchimento de funcionários públicos ou cargos de comissão de livre provimento;
  • 800 professores para o Ministério da Educação.

Quando a proposta foi enviada ao Congresso Nacional, o Ministério da Economia informou que as vagas disponíveis eram apenas para a reposição de professores que estão em licença e novos cargos para as Forças Armadas.

Segundo o Ministério, o orçamento disponível para 2021 é de R$ 2.907 bilhões e em 2022 não pode ultrapassar R$ 5,377 bilhões. Porém, o aumento de gastos com servidores públicos estão indo contra as restrições orçamentárias defendidas pela Lei Complementar 173.

Além disso, há as restrições de gastos para não furar o teto de gastos, ou seja, o país não poderá ter um gasto superior à inflação do ano anterior. Por esse motivo, os servidores públicos poderão ser afetados devido à falta de recursos para investimentos.

Lei Complementar 173

A Lei Complementar 173 foi sancionada no dia 27 de maio deste ano e estabeleceu o Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus.

Entre as medidas adotadas neste documento, estão: suspensão de pagamentos das dívidas contratadas, proibição de aumento ou reajuste dos salários pagos, criar cargo, emprego ou função, entre outros.

Orçamento da União para 2021 prevê contratar professores, policiais e bombeiros
Orçamento da União para 2021 prevê contratar professores, policiais e bombeiros (Imagem: reprodução/google)

As medidas são para evitar aumentar gastos durante o período de calamidade pública devido à pandemia de Covid-19 e devem durar até o fim do ano que vem. Porém, as contratações previstas no Orçamento da União irão acontecer e, segundo o Ministério da Economia, todas as normas serão cumpridas.

O governo informou que a Lei Complementar 173 impediu contratações “exceto para as reposições de vacâncias em cargos de chefia, de direção e de assessoramento que não acarretem aumento de despesa; reposições decorrentes de vacâncias de cargos efetivos ou vitalícios”.

A Advocacia Geral da União (AGU) apresentou um parecer no mês de junho sobre a Lei Complementar e afirmou que essa tem vigência a partir do dia 28 de maio, sendo assim fica autorizado o preenchimento de cargos que estavam vagos antes da edição da nova norma.

PEC da emergência fiscal

Com o intuito de ter mais espaço no orçamento e, com isso, poder ter mais recursos para realizar investimentos e melhorias. O governo quer aprovar a PEC da emergência fiscal que prevê a criação de um regime fiscal excepcional em situações de crise.

Com isso, o governo pode ter R$ 26 bilhões para investir, sendo que esse recurso seria retirado de gastos obrigatórios, como o salário de servidores. Segundo a Instituição Fiscal Independente (IFI), o governo pode vim a economizar R$ 40 bilhões ao longo de dois anos.

Segundo o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), há um grande risco caso o Orçamento da União para 2021 seja aprovado antes da PEC emergencial.

“É impossível abrir o próximo ano ou aprovar um Orçamento para o próximo ano antes de aprovar a PEC emergencial, a PEC da regulamentação do teto. É impossível. Do meu ponto de vista, é impossível você ter o Orçamento aprovado para 2021 este ano se a emenda constitucional não estiver aprovada. Do meu ponto de vista, é um risco muito grande para o governo”, disse Maia

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Glaucia Alves
Gláucia Alves, formada em Letras-Inglês pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Foi professora por 8 anos. Em 2020 começou a trabalhar como corretora de redação. Atualmente, trabalha na equipe do portal FDR, produzindo conteúdo sobre economia e direitos da população brasileira, além de realizar consultoria de redação on-line.
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