Menos empregos? Entenda como a queda do PIB 2020 pode afetar a SUA vida!

Divulgado ontem (14) pelo Banco Central, o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) registrou uma alta de 1,06% em agosto deste ano, em relação à julho. No acumulado do ano, no entanto, o índice tem queda de 5,44% e tem relação com a queda do PIB 2020. 

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Menos empregos? Entenda como a queda do PIB 2020 pode afetar a SUA vida!
Menos empregos? Entenda como a queda do PIB 2020 pode afetar a SUA vida! (Imagem: Google)
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Mesmo após o 4º mês consecutivo de crescimento, os níveis de atividade econômica ainda são inferiores a fevereiro, antes da epidemia do Covid-19.

No último relatório semanal do Banco Central, conhecido como Focus, as projeções das instituições financeiras eram de uma retração de 5,03% no PIB brasileiro em 2020.

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Como a queda do PIB 2020 infere no nosso dia a dia?

Podemos resumir o PIB (Produto Interno Bruto) como a soma de todos os bens e serviços produzidos no Brasil.

Nosso trabalho, gastos e investimentos estão todos ligados e compõe a economia brasileira.

Uma dimensão de como o IBGE faz o cálculo desse índice. Confira algumas informações que somam o PIB:

  • Consumo das famílias;
  • Gastos do governo;
  • Investimentos;
  • Balança comercial (diferença entre exportações e importações).

Sendo assim, a queda do PIB 2020 também significa uma queda no consumo das famílias, no faturamento das empresas e nos empregos.

Número recorde de desempregados em 2020

Como resultado dessa queda na economia, os números do desemprego divulgados pelo IBGE foram os mais elevados da série histórica iniciada em 2012.

Na prática foram 7,2 milhões de brasileiros que perderam seu emprego no segundo trimestre de 2020. No ano foram 11,5 milhões de postos de trabalho a menos.

A taxa de desemprego em julho deste ano foi de 13,8% que representam os mais de 13 milhões de brasileiros sem emprego.

É importante lembrar que para os critérios da pesquisa são considerados os desempregados que estão procurando emprego ativamente.

Esse cenário fica ainda pior quando consideramos o grande número de trabalhadores informais e subutilizados.

De acordo com o IBGE, é considerado subutilizado todo aquele que está desempregado, que trabalha menos do que poderia, que não procurou emprego mas estava disponível para trabalhar ou que procurou emprego mas não estava disponível para a vaga de trabalho.

Quando somamos todos os subutilizados vemos que faltou emprego para 32,89 milhões de brasileiros.

Podemos esperar uma recuperação econômica em 2021?

Tanto a iniciativa pública quanto privada apresentam dificuldades em criar estratégias para utilizar essa mão de obra.

Com cada vez mais cidades relaxando as medidas de isolamento, os brasileiros voltaram às ruas, mas os empregos não estão mais lá.

Mesmo com a retomada da economia em 2021, os especialistas estimam que os níveis de desemprego possam demorar até 2022 para se normalizar.

Relação entre PIB X emprego

Mesmo o Brasil sendo um país majoritariamente exportador, o consumo das famílias é um dos principais motores da economia.

Sem esse consumo não há como as empresas contratarem funcionários e também não há recolhimento de impostos para a União.

É por isso que um programa universal de distribuição de renda é tão importante e urgente para o Brasil.

Independente do nome: Renda Brasil, Renda Cidadã ou Bolsa Família, o que realmente importa é destinar os recursos para quem precisa e que atualmente não tem mais como buscar renda.

Além de ser um programa  humanitário e contra fome, a distribuição de renda é fundamental para criar demanda por bens e serviços.

Infelizmente, as discussões a respeito da novo Bolsa Família ainda estão longe de encontrar um consenso dentro do governo.

O programa chegou a ser adiado para depois das eleições municipais depois prometido para novembro deste ano.

Vimos, por mais de uma vez, o Presidente e seu Ministro da Economia com declarações desencontradas sobre o Renda Brasil (ou Renda Cidadã).

É importante lembrar daquilo que é prioridade, não para os políticos de brasília, e sim para a população brasileira.

Emprego, renda e poder de consumo deveriam ser a prioridade máxima de qualquer governo. Principalmente aquele que busca o desenvolvimento de um país.

Entre manchetes sobre corrupção, brigas partidárias e antecipação das eleições, parece que aqueles que nos governam se esqueceram do problema principal.

Após uma crise econômica sem precedentes, o Brasil exige ainda mais de quem foi eleito.

Com o fechamento de novos índices, pesquisas e relatórios do Banco Central e IBGE estamos começando a enxergar o tamanho do desafio para 2021. Resta ainda saber quais serão as medidas e se serão suficientes para retomar o crescimento do PIB, emprego e consumo das famílias.

Sandro MessaSandro Messa
Sandro Messa possui bacharelado em Ciências e Humanidades e Ciências Econômicas pela Universidade Federal do ABC (UFABC). No mercado de trabalho, tem passagem pelo Banco Mercantil do Brasil, como gerente de relacionamento. Atuou também como assessor de investimentos no Itaú Personnalité e na XP Investimentos. Atualmente, trabalha como Consultor Financeiro e dedica-se à redação do portal FDR.