Casa Verde e Amarela: com alta da Selic, programa se torna ainda mais interessante

Pontos-chave
  • Alta de Selic terá impacto sobre Casa Verde e Amarela;
  • Taxas de juros do programa habitacional foram reduzidas;
  • Cidadãos com faixa de renda entre R$ 4 mil e R$ 10 mil sentirão as principais mudanças.

A prática de financiar imóveis foi encarecida após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevar a Selic pela nona vez em 12 meses. Ainda assim, a realidade de acesso por parte das famílias de baixa renda a iniciativas como o Casa Verde e Amarela não deve ter um grande impacto. Entenda a seguir!

Casa Verde e Amarela: com alta da Selic, programa se torna ainda mais interessante
Casa Verde e Amarela: com alta da Selic, programa se torna ainda mais interessante. (Imagem: FDR)

Impacto da Selic no Casa Verde e Amarela

Somente no período de 12 meses, a Selic deu um salto de 2% para 11,75%. O patamar de dois dígitos não se concretizava desde maio de 2017, tornando as características do Casa Verde e Amarela ainda mais atrativas.

Pelo menos, este é o entendimento do economista Vitor Miziara. Para ele, a partir do momento que a Selic ultrapassou os 9%, os efeitos no Casa Verde e Amarela foram completamente alterados. 

Isso porque, assim que a taxa de juros superou os dois dígitos, o risco de avançar para os próximos meses ficou ainda maior. Neste sentido, a orientação é para que, os interessados em financiar um imóvel, avaliem se este realmente é o momento ideal para assumir este tipo de compromisso. 

“O aluguel começa a valer um pouco mais a pena do que a compra financiada. É possível adaptar o valor do aluguel caso surja algum imprevisto e com o financiamento não. Além disso, existem fundos de renda fixa que rendem até 12% e possuem maior liquidez ”, afirma Vitor.

Desta forma, mesmo que não seja o cenário mais viável, existem alternativas que oferecem condições atrativas para quem deseja realizar o sonho da casa própria. Lembrando que o Casa Verde e Amarela já conta com juros equilibrados que foram congelados em virtude da instabilidade da Selic, se mantendo atrativas. 

Em outubro de 2021 as regras do Casa Verde e Amarela foram alteradas, com prazo de vigência até o final de 2022. De acordo com as novas normas, as taxas de juros para famílias cuja renda mensal vai de R$ 4 mil a R$ 7 mil foram reduzidas, enquanto o teto do valor dos imóveis de habitação popular foi ampliado. 

As taxas de juros para famílias com renda mensal de R$ 4 mil variam entre R$ 4,25% a 5%. De acordo com o especialista do segmento imobiliário, Rodrigo Lima, os cidadãos que se enquadram no perfil irão comprar imóveis pelo Casa Verde e Amarela para se livrar da taxa Selic.

Isso porque, o imóvel que não é financiado pelo programa conta com taxas superiores a 10% ao ano, enquanto não há indícios de sinalização de aumento. 

“No Casa Verde e Amarela, a maior taxa aplicada é de 7,7% ao ano. Por isso, hoje é mais fácil comprar o imóvel nessa faixa, pois o financiamento é baixo e tem uma adesão muito grande. O programa de habitação tem taxas de juros atrelados à poupança e ao FGTS, por isso, consegue se manter abaixo do valor da Selic”, diz Lima.

O que é o Casa Verde e Amarela?

O programa habitacional Casa Verde e Amarela foi criado no mês de agosto de 2020, tornando-se o substituto do Minha Casa, Minha Vida. Apesar de a base de ambos os programas serem a mesma, a nova proposta do Governo Federal modificou alguns pontos da concessão do financiamento imobiliário para aprimorar a estrutura do projeto criado originalmente em 2009 e, portanto, já estava escasso.

Por meio desta iniciativa, as famílias de baixa renda podem contar com condições de moradia própria mais acessíveis. Mas não para por aí, pois o programa também visa regularizar os conjuntos habitacionais com mais qualidade e condições dignas aos cidadãos brasileiros. Neste sentido, o Governo Federal estabeleceu a meta de atender cerca de 1,6 milhões de famílias até o ano de 2024.

Quem tem direito ao Casa Verde e Amarela?

O programa habitacional é direcionado às famílias que apresentarem uma renda mensal de, no máximo, R$ 7 mil. Se tratando da zona rural, este limite de renda é estendido para R$ 84 mil ao ano.

Além do mais, é preciso ter mais de 18 anos e não possuir nenhum outro imóvel ou financiamento imobiliário ativo. Porém, no que se refere às condições e regras voltadas ao pagamento, a definição ocorre de acordo com a faixa de renda na qual a família se enquadra.

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Laura Alvarenga
Laura Alvarenga é graduada em Jornalismo pelo Centro Universitário do Triângulo em Uberlândia - MG. Iniciou a carreira na área de assessoria de comunicação, passou alguns anos trabalhando em pequenos jornais impressos locais e agora se empenha na carreira do jornalismo online através do portal FDR, onde pesquisa e produz conteúdo sobre economia, direitos sociais e finanças.