Futebol: parceira dá calote no Corinthians e salário de Paulinho fica pendente

Os torcedores do Corinthians ficaram animados com o anúncio de um novo patrocinador, que participaria da contratação de jogadores caros. Mas o desenrolar dessa parceria tem sido decepcionante.

Totalmente desconhecido até então, o Grupo Taunsa atua no ramo de agronegócios e é um braço de uma multinacional com sede em Dubai. O patrocínio foi anunciado no momento da contratação do volante Paulinho, de volta ao clube após 8 anos.

Além de participar da contratação, a empresa pagaria os salários do jogador. Essa última parte do acordo, no entanto, não está sendo cumprida, pelo menos parcialmente. O Corinthians revelou que o Grupo Taunsa não fez o repasse de uma parte dos valores que seriam usados para pagar o salário de Paulinho. O valor exato do “calote” não foi revelado.

Apesar do contratempo, de acordo com o clube, os salários do volante estão sendo pagos em dia, com recursos do próprio Corinthians. É o clube que realiza o pagamento de mais de R$ 1 milhão por mês, apesar de contar com o dinheiro do novo patrocinador para honrar esse compromisso.

O mesmo esquema é adotado com o atacante Willian, cujo salário de R$ 800 mil é bancado graças a uma parceria com a Sócios.com.

“Fluxo de caixa”

Conforme apurou o repórter Flavio Ortega, da ESPN, a empresa teria justificado o atraso no repasse do valor referente ao salário de Paulinho por problemas de fluxo de caixa. O Corinthians, por sua vez, relatou que tem capacidade de arcar com os vencimentos do volante, mesmo se a parceria com o Grupo Taunsa for interrompida.

Outros calotes

A mesma empresa que está deixando a torcida corinthiana preocupada quanto à manutenção de um dos seus ídolos no clube deu outros calotes recentemente. Três processos correm na Justiça de São Paulo, com valor total superior a R$ 3 milhões. A informação é de Diego Garcia, colunista do UOL.

No maior dos processos, um empresário cobra da Taunsa R$ 2,6 milhões devido à rescisão de um contrato de investimentos. O empresário investiu R$ 1,3 milhão no negócio, que não teve o retorno esperado.

Os outros dois processos são por calotes menores: R$ 22 mil por um serviço prestado pela Global Soluções em Logística e R$ 20 mil por serviços prestados pela Sul América Companhia de Seguros.

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Amaury Nogueira
Amaury da Silva Nogueira é bacharelando em Letras/Edição pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Apaixonado pelo universo da escrita, atua há dois anos como redator e realiza pesquisas sobre história da edição no Brasil. Além disso, atualmente pesquisa também sobre direitos e benefícios sociais para agregar conhecimento na redação do portal de notícias FDR.