Como saber se vocÊ está com o nome sujo? Quais os riscos? O que fazer para limpá-lo?

Pontos-chave
  • Dívida de brasileiros inadimplentes soma R$ 253 bilhões;
  • Nome sujo é inscrito junto ao SPC, Serasa e Boa Vista;
  • Devedor pode negociar a dívida e regularizar o nome.

O número de cidadãos inadimplentes teve um crescimento drástico nos últimos meses. O país já soma mais de R$ 253 bilhões em dívidas. O resultado mais comum quando um consumidor faz dívidas é a negativação do nome, o famoso ‘nome sujo‘, que resulta em uma série de riscos, embora haja a possibilidade de regularizar a situação. 

Na prática, a negativação do nome implica na restrição do Cadastro de Pessoa Física (CPF), que será inscrito em uma base de cadastros de inadimplentes, como o SPC e o Serasa. Este é um procedimento padrão ao qual todo cidadão endividado é submetido. 

Consequência de ter o nome sujo 

Na prática, quando a pessoa fica com o nome sujo, ele enfrenta mais dificuldades de adquirir qualquer crédito. Assim, o cidadão fica impedido de realizar compras a prazo, além de não poder financiar um imóvel ou obter um cartão de crédito. 

Como a restrição do nome funciona?

Quando uma pessoa já reúne dívidas a um tempo considerável, o consumidor deve receber um comunicado da empresa lembrando sobre a dívida e oferecendo condições especiais de pagamento. Normalmente, este comunicado é feito quando o cidadão não paga a dívida até a data de vencimento. 

Posteriormente, a empresa também envia notificações a respeito da dívida para as entidades de proteção de crédito, como o SPC, Serasa e Boa Vista. Essas entidades também tomam a iniciativa de notificar o consumidor alertando sobre a inscrição do nome no cadastro de inadimplentes se não quitar o débito dentro do prazo padrão de 10 dias. 

Alguns cidadãos negativados possuem dúvidas sobre estarem ou não com o nome sujo e inscritos nos cadastros de inadimplentes. Para esclarecer essa dúvida, é possível acessar as plataformas remotas das entidades mencionadas para obter as informações necessárias. 

Contudo, é importante entender que cada um dos órgãos (Serasa, SPC e Boa Vista), possui vínculos com empresas específicas. Assim, pode ser que o nome sujo esteja sujo em uma empresa e regular no outro. Esta é a importância e necessidade de fazer a consulta em todos eles. 

Veja a seguir, algumas dicas para verificar se o seu nome está sujo sem precisar pagar por nenhum serviço. Destacando que este procedimento deve ser feito por sites ou aplicativos e requer um cadastro prévio.

Serasa

A consulta para saber se o nome está sujo no Serasa, pode ser feita pelos seguintes canais:

  • Site do Serasa;
  • Aplicativo do Serasa para celular disponível na Play Store e App Store;
  • Por telefone através do número: 0800 591 1222.

SPC

A verificação de nome negativado no SPC não é muito diferente:

  • Site do SPC;
  • Aplicativo do SPC para celular disponível na Play Store e App Store.

Boa Vista

O mesmo procedimento deve ser realizado pelo Boa Vista. Observe:

  • Site do Boa Vista;
  • Aplicativo do Boa Vista para celular disponível na Play Store e App Store. 

Como limpar o nome sujo?

Após ter o nome sujo inscrito em qualquer cadastro de proteção ao crédito, depois disso, dificilmente o consumidor terá acesso ao crédito com facilidade no mercado novamente. Pelo menos, não até conseguir quitar a dívida e regularizar a situação. 

O primeiro passo é verificar a situação da dívida, por exemplo, se em determinado momento houve qualquer negociação junto à empresa que negativou o nome do consumidor, ou se, de fato, o pagamento não foi efetuado. Na hipótese de nenhum acordo ter sido firmado junto à empresa que inscreveu o CPF do devedor no cadastro de restrição ao crédito, as chances de fraude são altas.

Isso porque, existe a chance de terceiros terem utilizado os dados de uma vítima para ter acesso ao crédito dela no mercado. Neste caso, ao tomar conhecimento sobre a restrição, é necessário entrar em contato com a empresa para esclarecer o ocorrido e pedir a exclusão do nome do cadastro. 

Em casos extremos existe a possibilidade de acionar os órgãos de defesa ao consumidor, além de entrar em contato com a gestora do banco de dados. Essa gestão também pode dar entrada em uma ação judicial requerendo a regularização do cadastro e, até mesmo, cobrar uma indenização por dano moral. 

Mas se um acordo realmente foi firmado junto à empresa responsável pela negativação do nome e, ainda assim, não reconhece a dívida que já foi paga, será preciso fazer a comprovação do pagamento.

Enfim, quando a dívida é reconhecida pelo consumidor que está com o nome sujo, é necessário negociar condições de pagamento. Neste caso, a restrição no CPF será retirada assim que a primeira parcela for paga.

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Laura Alvarenga
Laura Alvarenga é graduada em Jornalismo pelo Centro Universitário do Triângulo em Uberlândia - MG. Iniciou a carreira na área de assessoria de comunicação, passou alguns anos trabalhando em pequenos jornais impressos locais e agora se empenha na carreira do jornalismo online através do portal FDR, onde pesquisa e produz conteúdo sobre economia, direitos sociais e finanças.