Nova greve dos caminhoneiros? Aumento dos combustíveis causa discussões

O anúncio do reajuste nos preços dos combustíveis desencadeou os debates sobre uma possível nova greve dos caminhoneiros. A categoria de trabalhadores foi afetada pelo maior reajuste, de 24,9% para o diesel, combustível utilizado nos caminhões. A previsão é para que o preço médio passe para cerca de R$ 7 a partir desta sexta-feira, 11. 

Nova greve dos caminhoneiros? Aumento dos combustíveis causa discussões
Nova greve dos caminhoneiros? Aumento dos combustíveis causa discussões. (Imagem: FDR)

Um dos principais líderes dos caminhoneiros, Wallace Landim, popularmente conhecido por Chorão, se pronunciou logo após o anúncio sobre a alta nos preços dos combustíveis na última quinta-feira, 10. “Nesse exato momento, eu vejo que, se o governo não fizer nada, o país vai para por não haver mais condições de rodar”, afirmou. 

Landim é o presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), uma das várias entidades que integram este setor. Vale lembrar que no final de 2021, houve uma tentativa de greve dos caminhoneiros. Contudo, na época os profissionais na classe não conquistaram o apoio necessário, fazendo com que a desejada paralisação não fosse para frente. 

A última vez em que uma greve dos caminhoneiros realmente conseguiu mobilizar todo o país foi em 2018. Na época, estradas foram fechadas e entregas suspensas, sobretudo de combustíveis como gasolina, diesel, e até mesmo gás de cozinha, desestruturando temporariamente não só a economia do país, como também a rotina dos cidadãos brasileiros. 

Os reajustes constantes nos preços dos combustíveis por parte da Petrobras tem estimulado as críticas não apenas por parte dos caminhoneiros, como também de vários outros setores. Agora, está em trâmite no Congresso Nacional, dois projetos de lei que visam congelar o preço dos combustíveis, ambos de autoria do senador, Jean Paul Prates. 

O primeiro texto em fase final de apreciação sugere a unificação da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para todos os estados, ou seja, fixando um único valor. O outro projeto propõe a criação de um fundo que, na prática, atuaria como uma poupança capaz de conter os reajustes no setor. 

O cenário que já se encontra instável há algum tempo, piorou depois que a Rússia iniciou ataques contra a Ucrânia. As últimas medidas que instigaram ainda mais o encarecimento dos combustíveis foi a sanção aplicada pelo presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Joe Biden, ao governo russo proibindo a importação do petróleo e gás russos. 

Ao longo desta semana, o barril de petróleo tipo Brent, já chegou a fechar em US$ 127, fazendo os preços do petróleo ultrapassarem a margem de 30% desde o início do conflito militar. Portanto, caso a guerra se prolongue, a tendência é para que o encarecimento dos combustíveis continue acontecendo. 

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Laura Alvarenga
Laura Alvarenga é graduada em Jornalismo pelo Centro Universitário do Triângulo em Uberlândia - MG. Iniciou a carreira na área de assessoria de comunicação, passou alguns anos trabalhando em pequenos jornais impressos locais e agora se empenha na carreira do jornalismo online através do portal FDR, onde pesquisa e produz conteúdo sobre economia, direitos sociais e finanças.