Combustíveis: Paulo Guedes defende uso de subsídios apenas se guerra se agravar

Com a gasolina sendo comercializada por mais que R$ 7,00, governo federal se recusar a elaborar estratégias de barateamento. Nessa quinta-feira (10), a Petrobras informou um reajuste de mais de 20% no valor dos combustíveis. O principal motivo para tal encarecimento é o conflito entre Rússia e Ucrânia, mas a população brasileira terá que sentir no bolso.

Combustíveis: Paulo Guedes defende uso de subsídios apenas se guerra se agravar (Imagem: FDR)
Combustíveis: Paulo Guedes defende uso de subsídios apenas se guerra se agravar (Imagem: FDR)

Abastecer o carro, aparentemente, será cada vez mais inviável para parte significativa dos brasileiros. A Petrobras acaba de anunciar um novo reajuste de mais de 20% e o governo federal informou que não irá adotar uma política de subsídios para baratear o produto.

Guedes nega ajuda para baratear a gasolina

Em pronunciamento realizado nessa quinta-feira (10), o ministro da economia, Paulo Guedes, informou que não vê a necessidade de adotar medidas de barateamento da gasolina. De acordo com ele, a situação só será elaborada caso a guerra entre Ucrânia e Rússia se agrave.

“Se isso se resolve em 30, 60 dias, a crise estaria endereçada. Mas vai que isso começa a ter uma escalada, aí sim você começa a pensar em subsídio para o diesel”, afirmou o ministro. “Vamos nos movendo de acordo com a situação. A pandemia parece que está indo embora. Saímos dessa guerra terrível fomos atingidos por essa outra que é grãos e petróleo”, concluiu.

O ministro alegou ser fundamental “compartilhar os custos da guerra” com governadores, de modo que defendesse a redução dos impostos (pis, cofins e ICMS). É válido ressaltar que há meses a equipe de Bolsonaro trava essa batalha com os chefes estaduais, os culpabilizando pelo encarecimento dos combustíveis.

A principal estratégia de Guedes para minimizar os impactos entre as potências europas é justamente zera o PIS/PASEP e o Confins. Ambas as medidas estão sendo analisadas através do texto para o PLP nº 11.

Além de mudanças no ICMS, ele sugere que as contribuições do PIS/Pasep e da Cofins ligadas à importação de combustíveis ficarão reduzidas a zero até o fim de 2022. Os dois tributos são federais.

A partir desta sexta-feira (11), a população passou a pagar entre R$ 6,80 e R$7,10 no litro da gasolina. Analistas acreditam que novos reajustes deverão ser feitos ao longo dos próximos dias.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestra em ciências da linguagem pela Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo na mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.