Auxílio Brasil vai aumentar? PT sugere enriquecer o benefício para brasileiros

O Auxílio Brasil é uma das principais apostas para aumentar a popularidade do Governo Bolsonaro. Lançado em novembro, depois de muita expectativa, o programa atualmente paga um benefício de no mínimo R$ 400 para famílias em situação de pobreza e extrema pobreza.

Mas o seu futuro ainda é incerto, visto que só está garantido até o fim de 2022, quando termina o atual mandato do presidente. Muitos se perguntam o que pode ocorrer com o programa, a depender do resultado das próximas eleições.

O ex-presidente Lula, que lidera atualmente as pesquisas eleitorais, já comentou sobre o Auxílio Brasil em diversas ocasiões, demonstrando, inclusive, a intenção de alterar o seu valor. Em entrevista à rádio A Tarde de Salvador, em outubro do ano passado, Lula disse que a atual situação do país requer que o benefício seja maior, de no mínimo R$ 600:

“Se alguém acha que vai ganhar o povo porque vai dar salário emergencial de R$ 600, paciência. Eu acho que o povo merece os R$ 600 e ele [Bolsonaro] tem que dar, não tem que ficar inventando, e nós reivindicamos isso. Não podemos querer que o povo continue na miséria por causa das eleições de 2022”

Lula lembrou que o seu partido, o PT, propôs uma parcela de R$ 600 desde o início das discussões para criação do Auxílio Emergencial, em 2020, e também apresentou uma emenda ao projeto de lei que criava o Auxílio Brasil estabelecendo o valor mínimo em R$ 600:

“Faz mais de 5 meses que o PT pediu um auxílio de R$ 600. Aliás, o PT pediu e mandou uma proposta para a Câmara dos Deputados de um novo Bolsa Família de R$ 600. O que queremos é que o Bolsonaro dê um auxílio emergencial de R$ 600. ‘Ah, ele vai tirar proveito disso’, é problema dele”

Eleições

As pesquisas eleitorais indicam uma vantagem considerável de Lula para Bolsonaro, mas o cenário tende a mudar até o pleito, que será realizado em outubro. Na pesquisa CNT/MDA divulgada nesta segunda-feira (21), por exemplo, a diferença entre os dois pré-candidatos caiu de 17,2 (resultado registrado em dezembro) para 14,2 pontos percentuais.

O Auxílio Brasil, ao que tudo indica, ainda não surtiu o efeito esperado na popularidade do presidente, que continua baixa. Mas membros do governo acreditam que o efeito do novo programa só deverá ser sentido a partir de abril. Outras medidas, como a PEC dos Combustíveis e a Reforma Tributária também podem modificar o cenário eleitoral.

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Amaury Nogueira
Amaury da Silva Nogueira é bacharelando em Letras/Edição pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Apaixonado pelo universo da escrita, atua há dois anos como redator e realiza pesquisas sobre história da edição no Brasil. Além disso, atualmente pesquisa também sobre direitos e benefícios sociais para agregar conhecimento na redação do portal de notícias FDR.