Funcionários da Eletrobras entram em greve por tempo indeterminado; confira os motivos

A semana já começou movimentada com o início de uma greve provocada pelos funcionários da Eletrobras. A paralisação, que seguirá por tempo indeterminado, também se estende às subsidiárias de Furnas e do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel). 

Estima-se que cerca de 80% dos funcionários da gestão central da holding tenham aderido à greve, percentual equivalente a cerca de oito mil funcionários da usina Hidrelétrica de Furnas e do Cepel. Hoje a Eletrobras conta com a prestação de serviços de 12.160 empregados. Enquanto isso, a empresa reforça que está preparada para manter os serviços essenciais mesmo com a mão de obra defasada. 

Na oportunidade, a Associação dos Empregados da Eletrobras (AEEL), informou que a greve dos funcionários da estatal foi motivada pelas alterações feitas no plano de saúde da empresa que acabaram gerando cobranças extremas. 

“A empresa vem alterando de forma unilateral resoluções internas que só poderiam ser feitas mediante negociação com as entidades sindicais”, explicou a associação que também se posiciona contra o processo de privatização da Eletrobras.

O presidente da associação, Emanuel Mendes, reforçou que o serviço operacional de Furnas está mantido somente para emergências. Isso quer dizer que o operador não faz serviços de prevenção, apenas atenderá mediante solicitação. Enquanto isso, o propósito da empresa e não deixar ter apagão. 

No que compete às mudanças no plano de saúde da Eletrobras, Mendes explicou que, como se trata de várias empresas, há casos distintos, mas que em síntese, contam com participações que podem variar entre 10%, 20% e até 40%. Neste meio período, mais precisamente desde 2021, os funcionários das empresas que compõem a Eletrobras conseguiram decisões liminares (provisórias) para conter o aumento da participação no plano. 

Como resposta, a companhia recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho e obteve liminar que paralisou todas as ações até que a pauta seja julgada. Vale mencionar que além das alterações no plano de co-participação no plano de saúde, a greve também foi motivada pelo processo de privatização da companhia, que está em trâmite há meses e com previsão de ser concluída no próximo mês de abril. 

Na alegação dos trabalhadores, a medida resultará em mais demissões do que aquelas que já ocorreram nos últimos cinco anos. Em nota, a Eletrobras concluiu que os quantitativos referentes à adesão à greve ainda estão em fase de apuração, tendo em vista que funcionários da Holding, Furnas e Cepel estão atuando remotamente devido ao agravo na pandemia.

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Laura Alvarenga
Laura Alvarenga é graduada em Jornalismo pelo Centro Universitário do Triângulo em Uberlândia - MG. Iniciou a carreira na área de assessoria de comunicação, passou alguns anos trabalhando em pequenos jornais impressos locais e agora se empenha na carreira do jornalismo online através do portal FDR, onde pesquisa e produz conteúdo sobre economia, direitos sociais e finanças.