Atestados de gripe e Covid-19 têm aumento nas empresas; confira os direitos do trabalhador

Com a rápida propagação da variante ômicron pelo Brasil desde o final do mês de novembro combinado ao surto de gripe do vírus influenza H3N2, o número de trabalhadores atestados de gripe e Covid-19 teve um aumento expressivo nas empresas.

O crescimento de trabalhadores afastados por problemas respiratórios foi de 8% desde dezembro em relação ao segundo pico da pandemia que aconteceu em março de 2021. 

Os dados foram apurados a partir de um levantamento feito por uma empresa de gestão em saúde corporativa, a Closecare. Ao realizar uma comparação das informações presentes na base de dados, foi possível constatar que, enquanto no mês de março de 2021, 36 a cada 100 trabalhadores afastados tinham problemas respiratórios, em dezembro, o número subiu para 39. 

O aumento está vinculado à transmissão comunitária da ômicron, a princípio pelas confirmações iniciais em Belo Horizonte (BH). Diante do atual surto de problemas respiratórios a média de duração do afastamento por trabalhadores atestados de gripe e Covid-19 é de 52% a mais do que por outras causas.

É importante mencionar que os dados provenientes do último levantamento mostraram que os afastamentos de atestados por gripe e Covid-19 foram responsáveis por um impacto financeiro na margem de R$ 115 bilhões para as empresas brasileiras durante o período analisado.

Em contrapartida, também é importante considerar a evolução da campanha de vacinação contra a Covid-19, que teve um papel crucial na redução da duração média destes afastamentos. 

Por exemplo, no mês de março do ano passado, os atestados de gripe e Covid-19 permaneciam por, no mínimo, sete dias afastados. Já em dezembro do mesmo ano, esta média foi reduzida para quatro dias. Vale mencionar que nos últimos dias, novas diretrizes sobre o período de isolamento foram divulgadas pelo Ministério da Saúde. 

Trata-se da redução da quarentena para pacientes que apresentarem quadros leve ou moderado de Covid-19. De agora em diante, o tempo mínimo exigido caiu de dez para sete dias, com a possibilidade de ainda cair para cinco dias. No entanto, é essencial seguir uma série de orientações e procedimentos. 

A orientação para esses casos é a manutenção de medidas não farmacológicas até o décimo dia. É o caso do uso de máscaras faciais de proteção, além de evitar o contato com pessoas com comorbidades e aglomerações “fúteis”. 

Após o período de quarentena o paciente deve realizar um novo teste para Covid-19. Se o resultado for negativo e o paciente estiver há, pelo menos, 24 horas sem sintomas respiratórios, febre ou ter feito uso de nenhum tipo de medicamento antitérmico, ele poderá retornar às atividades rotineiras.

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Laura Alvarenga
Laura Alvarenga é graduada em Jornalismo pelo Centro Universitário do Triângulo em Uberlândia - MG. Iniciou a carreira na área de assessoria de comunicação, passou alguns anos trabalhando em pequenos jornais impressos locais e agora se empenha na carreira do jornalismo online através do portal FDR, onde pesquisa e produz conteúdo sobre economia, direitos sociais e finanças.