Pizza de US$ 1: caso mostra que a inflação também marca presença nos EUA

Pontos-chave
  • De acordo com o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), a inflação cresceu 6,8% no último ano;
  • A inflação nos EUA esteve baixa até meados de 2021, porém, nos últimos meses começou a subir elevado pelo lockdown da pandemia;
  • Além disso, os fechamentos de fábricas e a reorganização dos gastos de serviços para bens causaram problemas na fabricação, causando sobrecargas;

Os consumidores de todo o país conseguem perceber como a inflação está em alta. Não muito diferente, quem mora nos Estados Unidos também está sentindo os impactos no dia a dia. Uma fatia de pizza, por exemplo, que custava US$ 0,99 agora é vendida por US$ 1,50.

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O jornal Folha de S. Paulo entrevistou alguns pessoas que moram nos Estados Unidos e questionou sobre os preços doas alimentos e a inflação. Um dos primeiros entrevistados, Aquan Brunson, mora no bairro do Brooklyn, em NY.

Segundo ele, todos os dias ele comprava rês fatias de pizza de queijo da 99 Cents Pizza em Utica para almoçar. Porém, há cerca de três meses Brunson precisou reduzir essa quantidade para apenas duas fatias, após a loja reajustar o valor da unidade para US$ 1,50.

Brunson afirmou que o “O preço de tudo está subindo”. Além dele, outros consumidores entrevistados confirmaram que a inflação foi alta este ano. Exemplo disso é o amento no preço dos alimentos, carros usados e móveis.

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Após reclamações, políticos de Washington disseram que o aumento repentino nos preços será passageiro. Porém, na última semana o discurso mudou e agora os preços mais elevados devem permanecer por mais algum tempo.

O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, acredita que os preços irão cair, porém não neste momento. Além disso, segundo ele, há uma grande chance da inflação subir ainda mais nos próximos dias.

Na próxima sexta-feira (24) será divulgado um novo relatório sobre a situação da inflação no país. De acordo com o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), a inflação cresceu 6,8% no último ano, sendo o mais rápido dos últimos 40 anos.

A inflação nos EUA está se estendendo a muitos produtos e serviços, deixando os moradores, bancos e líderes políticos preocupados. Diante disso, é esperado que a situação piore nos próximos meses.

Inflação e aumento nos preços

A inflação nos EUA esteve baixa até meados de 2021, porém, nos últimos meses começou a subir elevado pelo lockdown da pandemia e a reabertura gradual das atividades econômicas.

Além disso, os fechamentos de fábricas e a reorganização dos gastos de serviços para bens causaram problemas na fabricação, causando sobrecargas. Os políticos acreditaram que esse problema se resolveria por conta própria com o passar do tempo.

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Porém, cada vez mais há setores com dificuldade durante essa pandemia, fazendo com que os preços dos produtos e serviços sejam elevados. Um dos principais vilões da alta na inflação nos EUA foi o aluguel de imóveis que vem subindo constantemente.

Segundo Laura Rosner, economista da MacroPolicy Perspectives, “A habitação é o principal aumento”, disse a Folha de S. Paulo. Os formuladores de políticas anunciaram na semana passada que se preparam para acelerar o recuo. “Eles sabem que o relatório está saindo.

Ele vai confirmar e explicar por que tivemos uma mudança tão acentuada.”, disse Rosner sobre o número previsto para sexta. Outra situação que pode contribuir para o aumento da inflação é o aumento nos salários que deve estar acompanhando os aumentos de preços.

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Diante disso, as empresas devem repassar essa despesa ao consumidor. A causa para o aumento nos salários é a falta de mão de obra, enquanto parte dos trabalhadores continuam impedidos por fazerem parte do grupo de risco da Covid-19.

Produção de suprimentos afetada pela pandemia

Os problemas na produção de suprimentos ocorrida durante a pandemia continua acontecendo, devido ao surgimento de variantes e o retorno agressivo da Covid-19 em diversos países.

Com isso, a produção e o fluxo global de importação e exportação dos suprimentos ainda enfrentam dificuldade para se estabelecer. As fábricas continuam com restrições ou, em alguns lugares, impedidas de funcionar em plena velocidade.

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Além disso, as rotas de navegação estão congestionadas e os consumidores continuam comprando produtos em maior quantidade. Com isso, tem gerado aumento nos atrasos e dificultando a normalização da situação.

Segundo o economista-chefe da firma de logística FlexPort, Phil Levy, “O mais cedo que prevemos para as coisas se normalizarem, na verdade, é o final de 2022”. Sendo assim, todo o mundo tem mais um ano de altas nos preços.

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Glaucia Alves
Gláucia Alves é formada em Letras-Inglês pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Atuou na área acadêmica durante 8 anos. Em 2020 começou a trabalhar como corretora de redação. Atualmente, trabalha na equipe do portal FDR, produzindo conteúdo sobre economia e direitos da população brasileira, onde já acumula anos de pesquisa e experiência. Além de realizar consultoria de redação on-line.