O que influencia na alta da inflação? Taxa chega a 10,74% em 12 meses

Em novembro, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo ficou em 0,95%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a taxa chega a 10,74%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Entenda o que influencia na alta da inflação.

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O que influencia na alta da inflação? Taxa chega a 10,74% em 12 meses
O que influencia na alta da inflação? Taxa chega a 10,74% em 12 meses (Imagem: Montagem/FDR)

Ao longo dos últimos meses, os brasileiros vêm enfrentando uma inflação persistente. Em 2021, o indicador acumula elevação de 9,26%. O acumulado dos últimos 12 meses, de 10,74%, foi o maior desde novembro de 2003 (11,02%). Apenas em outubro deste ano, a inflação subiu 1,25%.

O que influencia na alta da inflação?

Recentemente, diversos aspectos têm influenciado na alta da inflação. Em novembro, a subida foi puxada pelos transportes (3,35%) — impactados pelos preços dos combustíveis. No mês, a gasolina aumentou 7,38%.

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Já no acumulado dos últimos 12 meses, a gasolina registra elevação de 50,78%. Neste período, o etanol aumentou 69,40%; e o diesel subiu 49,56%.

Na inflação de novembro, os valores dos automóveis novos (2,36%) e usados (2,38%) também pesaram.

Outro grupo de grande impacto mensal foi o de habitação (1,03%). Isso aconteceu por conta da energia elétrica (1,24%).

O gerente do IPCA, Pedro Kislanov, explica que, desde setembro, existe a bandeira tarifária da Escassez Hídrica — que adiciona R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos. Além disso, ele destaca que houve reajustes nas tarifas em São Paulo, Brasília e Goiânia.

Em novembro, houve uma elevação de 2,12% no gás de botijão. Nos últimos 12 meses, a subida já chega a 38,88%.

Ao considerar os grupos pesquisados pelo IBGE, estes foram os resultados de novembro:

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  • Transportes: 3,35%
  • Habitação: 1,03%
  • Artigos de residência: 1,03%
  • Vestuário: 0,95%
  • Despesas pessoais: 0,57%
  • Comunicação: 0,09%
  • Educação: 0,02%
  • Alimentação e bebidas: -0,04%
  • Saúde e cuidados pessoais: -0,57%

Banco Central aumenta os juros para conter a inflação

Diante dos aumentos persistentes da inflação, o Banco Central (BC) vem realizando elevações recorrentes da taxa Selic.

Na última quarta-feira (8), Comitê de Política Monetária (Copom) do BC decidiu elevar a Selic em 1,5 ponto percentual — de 7,75% para 9,25% ao ano. Este é o maior patamar registrado desde julho de 2017, quando estava em 10,25% ao ano.

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Ao aumentar a taxa básica de juros, a autoridade monetária busca diminuir o consumo — de modo a forçar os preços a diminuir.

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Silvio Souza
Silvio Suehiro Souza é formado em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Desde 2019 dedica-se à redação do portal FDR, onde tem acumulado experiência e vasto conhecimento na área ligada a economia, finanças e investimentos. Além disso, Silvio produz análises sobre produtos e serviços financeiros, sempre prezando pela imparcialidade e informações confiáveis.