Use auxílio emergencial e seguro desemprego para facilitar pagamento da casa própria

Pontos-chave
  • A Caixa Econômica Federal anunciou a suspensão do pagamento das prestações do financiamento imobiliário em até seis meses;
  • A iniciativa comtempla os beneficiários do auxílio emergencial e seguro desemprego;
  • Os demais clientes de crédito imobiliário contarão com descontos de até 25% nas parcelas por seis meses.

Na última segunda-feira (7), a Caixa Econômica Federal anunciou a suspensão do pagamento das prestações do financiamento imobiliário em até seis meses. A iniciativa comtempla os beneficiários do auxílio emergencial e seguro desemprego.

Use auxílio emergencial e seguro desemprego para facilitar pagamento da casa própria
Use auxílio emergencial e seguro desemprego para facilitar pagamento da casa própria (Imagem: Tierra Mallorca/Unsplash)

Os demais clientes de crédito imobiliário contarão com descontos de até 25% nas parcelas por seis meses. Esses podem solicitar uma redução maior, porém, será realizada uma análise e, em caso de aprovação, a amortização será por menor tempo.

Segundo a Caixa Econômica, os descontos variam de 25% a 75%, com prazo de até três meses. Para ter direito a essa amortização maior é preciso declarar a perda de renda. Caso ainda seja necessário uma redução de mais de 75% será preciso procurar a instituição bancária.

O banco informa que os clientes devem apresentar documentos que comprovem a perda da renda. Todos os descontos são válidos para novos e antigos contratos de financiamento imobiliário.

De acordo com o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, o intuito e ajudar a população brasileira que está passando por um momento delicado. Para conseguir os descontos simples basta acessar o aplicativo Habitação ou entrar em contato pelo telefone: 0800 104 0104.

É importante saber que, mesmo com os descontos, os clientes não ficam isentos dos juros, seguros e taxas afirmadas no contrato. Com isso, as reduções são diretamente no valor das parcelas do financiamento imobiliário.

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Os valores serão cobrados ao longo dos anos que o financiamento ainda tem para ser concluído. Segundo Guimarães, “Mais uma vez, ouvindo a população em um momento sensível para o mundo inteiro, nós estamos oferecendo uma redução no pagamento das prestações”.

Com os descontos e o recebimento do auxílio emergencial e/ou seguro desemprego é possível economizar parte do valor que está sendo recebido. Dessa maneira, o valor conseguido pode ser usado para amortizar a dívida da casa própria.

Outra possibilidade é guardar esse dinheiro para garantir uma reserva que pode ser usada em situação de emergência evitando atrasos nos pagamentos e o pagamento de multas. De qualquer maneira, os descontos e os benefícios são uma forma de desapertar os brasileiros nesse momento de crise.

Amortização usando o auxílio emergencial e o seguro desemprego

A amortização significa antecipar o pagamento das parcelas, conseguindo assim reduzir o valor da dívida. Dessa maneira, essa ação pode ser feita ao receber um dinheiro extra, como o seguro desemprego.

Use auxílio emergencial e seguro desemprego para facilitar pagamento da casa própria
Use auxílio emergencial e seguro desemprego para facilitar pagamento da casa própria (Imagem: Adalberto Marques/Integração Nacional)

Com o pagamento são reduzidos os juros pagos nas prestações. Todo empréstimo e financiamento aceita esse tipo de ação, porém, é mais comum em financiamento imobiliário. Isso porque, são os que possuem um prazo maior para a quitação da dívida.

Ao fazer o financiamento é definido o valor e a quantidade das prestações. Dessa maneira, o cliente escolhe a opção que é conveniente a atual situação financeira. Porém, ao longo do tempo esse passa a receber um salário maior.

Com isso, é possível usar a amortização para pagar parte do valor original do financiamento e, assim, reduzir os juros e o tempo de contrato. Os trabalhadores podem utilizar o saldo do FGTS, seguro desemprego, auxílio emergencial, herança ou prêmios na loteria, por exemplo, para pagar parte da dívida.

Auxílio emergencial 2021

No ano passado o Governo pagou o auxílio emergencial aos brasileiros devido à pandemia de Covid-19. Dessa maneira, contemplou os cidadãos em situação de vulnerabilidade social. Com isso, foram beneficiados com nove parcelas aqueles que estavam em uma das condições abaixo:

  • Desempregado;
  • Trabalhador informal;
  • Trabalhador autônomo;
  • Microempreendedor Individual (MEI);
  • Beneficiário do Bolsa Família.

Foram cinco parcelas de R$ 600 e quatro de R$ 300. Com isso, foi recebido R$ 1.200, sendo que houve famílias que receberam o dobro do valor, seja por ter outro componente com direito a ajuda ou por ser chefiada por mãe solo.

Com esse dinheiro, é possível usar para amortizar parte da dívida do financiamento imobiliário e, assim, garantir a diminuição no valor dos juros. Neste ano, por causa da 2ª onda da Covid, o governo decidiu fazer mais uma rodada de pagamento.

O auxílio emergencial 2021 começou a ser pago no mês de abril. Serão quatro parcelas de valor variável, conforme a composição familiar. Sendo assim, R$ 150 para quem mora sozinho, R$ 250 para as famílias com dois ou mais membros e R$ 375 para as mães solteiras.

Glaúcia Alves
Gláucia Alves, formada em Letras-Inglês pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Foi professora por 8 anos. Em 2020 começou a trabalhar como corretora de redação. Atualmente, trabalha na equipe do portal FDR, produzindo conteúdo sobre economia e direitos da população brasileira, além de realizar consultoria de redação on-line.