Com o fim do Auxílio Emergencial e com a paralisação do Renda Brasil, o impacto da ordem de 2,4 pontos percentuais podem ser causados no PIB brasileiro que está previsto para o próximo ano, 2021. 

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PIB pode perder até 2,4 pontos com fim do auxílio emergencial e Renda Brasil
PIB pode perder até 2,4 pontos com fim do auxílio emergencial e Renda Brasil (Imagem/Reprodução Google)
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Esse cálculo foi realizado e divulgado pela consultoria MB Associados. A perda deve ser compensada pela recuperação pós-pandemia.

Sendo assim, essa projeção de crescimento da MB para o PIB em 2021 é de 2,2,% depois de uma queda de 4,8% neste ano.

Já se contasse com o auxílio emergencial a estimativa era de que o crescimento ficaria em torno de 4%, mas não há espaço fiscal para o gasto.

O economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale disse que existe um impacto econômica quando se tira recursos tão significativos para a população. Principalmente, em um período no qual a economia vai voltar a crescer mais lentamente.

“O efeito no crescimento é inevitável, mas coloca uma questão política à frente para Bolsonaro sobre um país de crescimento baixo e restrição fiscal”, afirma.

O custo deste novo empuxo para a economia, mantendo o vigor que era dado pelo auxílio emergencial, precisaria ser parecido com o de 2020, que gira em torno dos R$332 bilhões.

Isso sem a capacidade de financiar os gastos, discutia-se um substituto que tivesse um impacto menor.

Nesta terça-feira (15), o presidente Jair Bolsonaro disse que em seu governo não será mais falado sobre o Renda Brasil. E que o Bolsa Família vai continuar sendo o programa de distribuição de renda do país até 2022.

O governo não deixou claro se haverá o programa e o tamanho da ampliação que ele terá. 

A ideia do governo era incluir os solicitantes que estiverem na fila do Bolsa Família e boa parte dos informais que foram descobertos após o cadastro para receber o auxílio emergencial, no novo programa chamado de Renda Brasil.

Apesar disso, a equipe econômica não encontrou uma verba para fazer a ampliação do programa sem que comprometa o teto de gastos.

Negações

Para encontrar fontes de sustento do novo projeto, a equipe econômica do país avaliou congelar os reajustes para aposentadoria, mudar as regras do seguro desemprego ou retirar verbas destinadas ao BPC. Bolsonaro foi contra todas estas soluções. 

O presidente ainda disse que aqueles que defendem esse tipo de proposta merecem um “cartão vermelho”. 

Além disso, Bolsonaro negou que há a possibilidade de enxugar as regras de concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos e pessoas com deficiência pobres, de acordo com que foi publicado pela Folha de S.Paulo.

“Eu já disse há poucas semanas que eu jamais vou tirar dinheiro dos pobres para dar para os paupérrimos. Quem, por ventura, vier propor uma medida como essa eu só posso dar um cartão vermelho para essa pessoa”, concluiu.

Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Atualmente, é redatora do portal FDR, produzindo pautas sobre economia popular e finanças.