Na quinta-feira, dia 6, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou um reajuste nas tarifas de energia da Equatorial Energia Pará. O aumento será de 2,68% e começou a ser praticado na última sexta-feira, dia 7.

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Pará vai sofrer reajuste de 2,68% na cobrança das contas de luz; veja motivo
Pará vai sofrer reajuste de 2,68% na cobrança das contas de luz; veja motivo (Foto: Google)
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Os consumidores residenciais terão uma tarifa de 2,97%, já aqueles que fazem parte da indústria, terão um reajuste de 0,44%. Essa diferença acontece porque as empresas de grande porte utilizam alta tensão.

A mudança acontecerá para 144 municípios do estado do Pará, que são aqueles atendidos por essa companhia de energia elétrica. Nessas cidades, serão atingidos, cerca de 2,7 milhões de unidades consumidoras.

Reajuste poderia ter sido maior nas contas de luz

Em maio, o governo anunciou empréstimo para distribuidoras de energia elétrica. Esse dinheiro começa a ser pago em 2021, através das tarifas na conta de luz. O valor do crédito é de R$ 14,8 milhões, que serão distribuídos pelas distribuidoras de energia.

Segundo a Aneel, sem esse empréstimo, o reajuste atual seria maior que o anunciado. Ainda de acordo com a agência, esse dinheiro repassado às empresas evitou um reajuste extra de 6,03% nas contas de energia do estado.

Se analisarmos a situação, podemos afirmar que o governo, na verdade, antecipou para as distribuidoras, o dinheiro que seria pago pela população.

É importante ressaltar que, o valor dever ser parcelado em 60 meses, ou seja, a quitação deve ocorrer apenas em 2025. Para o pagamento, será realizada cobrança de uma tarifa adicional nas contas de luz.

Por que as empresas precisam do empréstimo?

A pandemia de coronavírus causou uma série de problemas na economia, não só no Brasil, mas como em outras partes do mundo. o caso do setor elétrico, houve forte impacto na receita das distribuidoras, principalmente em razão da queda na demanda e do aumento da inadimplência por parte dos consumidores.

Segundo o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, a inadimplência saltou de 3% para 12%.

Vale ressaltar que muitas empresas de energia não estão fazendo a medição, por conta do isolamento social. Na verdade, as companhias de energia elétrica têm gerado as contas por meio de estimativa, baseando-se nos últimos doze meses.

 

 

Amanda Castro é graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP). É responsável pela área de negócios, tráfego e otimização SEO do portal FDR. Além disso, é também redatora do portal FDR, produzindo pautas sobre economia popular, finanças e programas sociais.