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A moeda americana voltou a operar em baixa hoje, 03, com valor negociado a R$5,35. A alteração no dólar confirmou o retorno da cautela dos mercados diante das últimas informações sobre o crescimento de casos do coronavírus nos Estados Unidos.

Dólar volta a cair após precaução dos mercados com crescimento do vírus
Dólar volta a cair após precaução dos mercados com crescimento do vírus (Imagem Google)
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Às 12h, o dólar registrava queda de 0,32% e era cotado a R$5,3298. Ontem, o dólar fechou com avanço de 0,56% a R$5,3471, porém mesmo assim acumulou queda de 2,08% na parcial da semana. Ao considerar o ano até o momento, o dólar tem alta de 33,35%.

Hoje, o Banco Central vai oferecer até 12 mil contratos de swap tradicional com vencimento em novembro de 2020 e março de 2021, informou a agência Reuters.

Imagem: Reprodução/G1

Cenário no exterior e no Brasil

Fora do Brasil, a cautela nos mercados permanece diante de mais um aumento recorde no número de casos de coronavírus nos Estados Unidos. O acontecimento reduziu a esperança de que uma rápida recuperação no setor de serviços da China pudesse acontecer.

A volatilidade era comentada por vários analistas e corretoras como fator importante neste pregão, visto que os mercados norte-americanos estavam fechados nesta sexta-feira em função do feriado do Dia da Independência nos EUA, o que reduz a liquidez.

A pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, em inglês) desta hoje, revelou que a contração da atividade empresarial da zona do euro causada pelas paralisações contra o coronavírus perdeu força em junho, mês em que ocorreu à reabertura de empresas. Além disso, outros dados revelam que o setor de serviços da China cresceu no ritmo mais acelerado em mais de uma década no mês passado.

Já no Brasil, o economista-chefe da Geral Asset Denilson Alencastro, disse que além das pressões vindas de fora em decorrência dos novos casos nos EUA, pesa “a questão da taxa de juros, que pode ser um pouco mais baixa” segundo o que foi sinalizado pelo Banco Central. O cenário de juros em mínimas históricas torna rendimentos locais ligados à taxa Selic menos atrativos para os investidores estrangeiros.

O fluxo cambial ao Brasil também piorou, demonstrando menor oferta de dólar o que causa uma maior pressão sobre a cotação.

Paulo Henrique Oliveira, formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo, atua como do redator do portal FDR produzindo matérias sobre economia em geral e também como repórter do site Aparato do Entretenimento cobrindo o mundo da TV e das artes.