O peso do básico: comida cara e orçamento doméstico desequilibrado, o que fazer?

Andar na corda bamba” – essa é a expressão que reflete a vida do brasileiro tentando equilibrar os pratos do orçamento, enquanto sofre com os fortes ventos da inflação, inclusive em um dos itens básicos: a alimentação.

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Como a alimentação é um dos itens básicos de sobrevivência, o ideal era que todos nós tivéssemos a garantia de uma alimentação de qualidade, rica em nutrientes e que nos proporcionasse força e longevidade.

Mas o que vemos atualmente, são famílias com dificuldades de abastecer suas despensas. Em uma pesquisa publicada pela Rede Ticket, foi apresentado que a média de consumo de alimentos para os brasileiros está uma média de R$618,00, isso representa mais de 50% do salário mínimo base de R$1.212,00.

As soluções

É necessário que existam além das ajudas assistenciais, políticas públicas mais consistentes e focadas na população mais pobre, dessa forma poderemos no futuro, ter itens básicos como alimentação, não sendo o motivo principal da preocupação de tantas pessoas.

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Até lá é necessário que encontremos formas de driblar as dificuldades e tentar encaixar no orçamento doméstico uma alimentação de qualidade.

Veja abaixo 11 dicas que irão te ajudar a buscar um equilíbrio entre as contas e a alimentação.

Prefira comer em casa do que na rua

Conforme dados da Pesquisa +Valor, a média de uma refeição em restaurantes no Brasil está em torno de R$ 39,47, uma pessoa que precisa fazer pelo menos uma alimentação por dia, nos 5 dias da semana durante um mês, gastará em média R$ 986,75.

Tendo em vista que a média da alimentação em casa é de R$ 618,00 já vemos uma grande diferença nestes números, sendo muito mais viável se alimentar em casa.

Faça seu cardápio


Ter ideia do que você poderá cozinhar dentro do mês fará com que você compre alimentos que combinem mais entre si, evitando aquela necessidade de no meio da semana, dar aquele pulo no mercadinho do bairro para comprar algum complemento.

Fora que montar um cardápio poderá auxiliar no equilíbrio nutricional.

Foque no orçamento

Tenha um limite de gastos, estipule quanto da sua renda será destinada a alimentação e tente o possível para se manter dentro do limite.

Isso provavelmente demonstrará duas coisas a você: Primeiro que dentro da compra existem itens que podem ser retirados, para gerar economias, e normalmente são itens mais supérfluos como doces e salgados de baixa nutrição alimentar.

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Segundo ponto, isso serve como alerta para a necessidade de uma renda complementar, caso você perceba que de modo geral o gasto com alimentação está extremamente alto, atrapalhando o pagamento de outras despesas, será necessário buscar aumentar a renda.

Economizando no mercado – O poder da lista

Sair para consumir o que quer que seja, sem uma lista no bolso pode fazer você consumir sem pensar. E isso vale para as compras da casa.

Para evitar desperdícios o ideal é olhar a despensa e anotar tudo que acabou ou está perto de acabar, isto irá evitar comprar por impulso. Alinhar isso com o cardápio proporcionará um consumo muito mais consciente. 

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Aproveite as promoções e os alimentos da temporada

Isso deveria ser mais normal do que parece, mas nossa forma de consumo nos acostumou a consumir de tudo o ano inteiro, o que nos faz esquecer que a natureza nos fornece aquilo que é adequado para cada época do ano.

Sendo assim, alimentos que têm mais facilidade para gerar frutos no inverno serão mais baratos no inverno e mais caros no verão.

Como é o caso do morango, encontrado com maior padrão de qualidade e mais barato entre os meses de junho, julho e agosto no Brasil.

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Seguindo este preceito é possível ter uma vida mais sustentável alinhando seu bolso ao que a natureza tem a oferecer.

Reposição semanal ou quinzenal – Evite desperdícios 

Existem os alimentos que são comprados para o mês como é o caso do arroz, feijão, café , mas outros alimentos mais perecíveis como as frutas, legumes e verduras, carnes e laticínios, têm validade menor e podem ser comprados semanalmente ou quinzenalmente, o importante é ter cuidado para que os alimentos não estraguem – desperdício de alimento é algo proibido.

Outras formas de garantir mais economia

É importante saber qual é o dia das promoções no mercado que você costuma frequentar, converse com os funcionários e entenda quais são esses dias na semana, ou saiba quando chegam os alimentos para comprá-los mais frescos e por um valor mais justo.

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Já para famílias grandes, os mercados que vendem por atacado ajudam no orçamento familiar.

O famoso “horário da xepa” nas feiras de rua podem ser também uma ótima opção, principalmente para compra de frutas e verduras – nesse caso é preciso equilibrar preço com qualidade.

Truques psicológicos – Não compre comida com fome

Quem nunca ficou com raiva devido estar com fome que atire a primeira pedra.

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Estar com fome pode afetar nossas escolhas, deixando que as decisões sejam tomadas mais pelo lado emocional do que pelo racional.Isso nos faz encher o carrinho com guloseimas e comidas caras, pouco nutritivas e que irão acabar em algumas horas, apenas para atender a um desejo/ necessidade imediata: COMER.

Cuidado com o marketing nas gôndolas

O mercado nada mais é que um negócio, que tem lucro, despesas e precisa vender para pagar os salários dos funcionários e cumprir com os interesses dos donos, sendo assim utiliza do marketing para manter as vendas sempre aquecidas.

Então cuidado! Uma tática muito utilizada é colocar guloseimas, produtos mais doces e salgadinhos nas prateleiras de altura média e baixa –  isso pois as crianças ficam mais centradas nessas prateleiras – aumentando assim o consumo deste tipo de produto.

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Isso explica o motivo de ao chegar perto do caixa ter sempre esses “produtos de criança”.

As influências na hora da compra

Sempre falo aqui na coluna sobre como as influências são importantes na nossa vida financeira. 

Ter equilíbrio é algo que todos queremos, mas você pode ter alguém que ama e que incentiva exatamente o contrário:

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Para os casais: alinhem o orçamento, quem ganha mais paga proporcional ao que ganha, ou se não, o ideal é que as compras de mercado sigam o padrão de renda de quem recebe menos, dessa forma a vida a dois será mais saudável para ambos.

Para quem tem filhos: O ideal não é retirar as crianças da rotina de compra da casa, mas é importante fazer com que as crianças entendam o valor do dinheiro e minimamente como funciona um orçamento, caso contrário evite levá-las, isso fará com que você tenha foco na hora de comprar. 

Mas ressalto que é muito importante ensinar às crianças o valor do dinheiro, se elas representam o futuro é preciso começar desde cedo.

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Com essas orientações você poderá garantir mais saúde para vida e para seu bolso.

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