Este investimento pode ser boa alternativa em cenário de criptomoedas em queda

As criptomoedas passam por uma desvalorização generalizada, no que ficou conhecido como “inverno cripto”. O principal ativo dessa categoria, o bitcoin (BTC), já sofreu desvalorização de 75% desde a cotação recorde de US$ 69 mil em novembro do ano passado.

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O ethereum (ETH), segunda criptomoeda mais comercializada, teve queda de 71% apenas em 2022. Outros ativos, como as stablecoins do ecossistema Terra (LUNA) e NFT’s (tokens não fungíveis), também sofreram forte desvalorização, por vezes até tendo suas transações interrompidas devido à intensa debandada de investidores.

Nesse cenário caótico, poucos mantêm criptomoedas em suas carteiras, esperando por uma recuperação futura. Mas especialistas explicam que é possível continuar apostando na classe de ativos sem ter que enfrentar tantas oscilações.

ETF’s de criptomoedas

Os ETF’s (Exchange Traded Funds) de criptomoedas apresentam diversas vantagens em relação ao investimento direto nas moedas digitais e tokens relacionados a elas.

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Por serem administrados por profissionais experientes de grandes empresas e negociados em ambientes regulados, os ETF’s são um investimento muito mais seguro e praticamente isento do risco de fraudes.

Mas a maior vantagem desse produto financeiro é o fato de ele oscilar menos que as criptomoedas. Isso ocorre porque os ETF’s têm seu rendimento vinculado a uma cesta de ativos, que podem ser diferentes criptomoedas ou ativos mais diversos, como aqueles ligados ao Metaverso e ao DeFi (Finanças Descentralizadas).

É preciso, no entanto, ter atenção às taxas de administração que são cobradas pelas corretoras e que representam o custo básico do investimento em ETF’s. Quanto maior o montante aplicado no fundo, maior a taxa de administração.

Como investir em ETF’s de criptos?

Os ETF’s de criptos são negociados em bolsas de valores e em plataformas digitais, como o Mercado Bitcoin.

Na B3, existem atualmente 12 fundos desse tipo. A maioria surgiu em 2022 e está associada a uma cesta de criptomoedas ou a ativos temáticos, como Metaverso ou DeFi. São justamente esses os que tiveram as menores quedas, indo de -20,76% a -36,14% em junho.

Os ETF’s mais antigos da B3, associados ao bitcoin ou ao ethereum, tiveram quedas em geral maiores, de -33,34% a -42,24% em junho.

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Os fundos com melhor desempenho no mês foram o Hasdex Crypto Metaverse (META11), com -20,76%, o Investo Vaneck ETF Cripto Media & Entertainment Leaders (NFTS11), com -23,08%, e o QR Bloomberg DEFI (QDFI11), com -23,35%.

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Amaury Nogueira
Amaury da Silva Nogueira é bacharelando em Letras/Edição pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Apaixonado pelo universo da escrita, atua há dois anos como redator e realiza pesquisas sobre história da edição no Brasil. Além disso, atualmente pesquisa também sobre direitos e benefícios sociais para agregar conhecimento na redação do portal de notícias FDR.