Agenda disponível para perícia médica de auxílio do INSS vai te surpreender

Já faz algum tempo que o enorme tempo de espera por procedimentos do INSS vem tirando o sono de muitos brasileiros que desejam receber um benefício previdenciário ou assistencial. A fila já estava grande e se tornou ainda maior com a greve dos servidores do instituto, encerrada em 24 de maio.

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A situação é pior entre os que esperam uma perícia médica, procedimento necessário para concessão de benefícios como auxílio-acidente e auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença).

Com o início do movimento grevista, ainda em março, o atendimento nas agências foi interrompido e as perícias que já estavam agendadas foram remarcadas automaticamente. Muita gente, no entanto, ao conferir a nova data pelo app Meu INSS ou pelo telefone 135, teve uma surpresa bem desagradável.

“Isto é um descaso por parte dos governantes. Pessoas desoladas, desesperadas, desamparadas, tentando o benefício há seis meses e já remarcada no app Meu INSS, como nova perícia para 18/01/2023. Isso mesmo, para essa data”, disse uma usuária do Twitter.

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Outra internauta relatou não ter conseguido realizar o procedimento, mesmo após o fim da greve, e também teve a perícia remarcada para o próximo ano: “Hoje era a perícia social do meu filho no INSS em CG [Campina Grande], ficamos duas horas e não teve a perícia, remarcaram para março de 2023, revoltada…”.

Por que o tempo de espera está tão grande?

O tempo de espera por atendimentos no INSS já vinha crescendo antes mesmo de o movimento grevista ser iniciado pelos servidores e médicos peritos em 23 de março.

Em janeiro, o instituto levava em média 94 dias para conceder um benefício, desde que o pedido era protocolado no sistema pelo segurado. Mas em alguns estados o tempo de espera podia ser bem maior, como em Tocantins, que na época registrava uma média de 155 dias entre o pedido e a concessão do benefício.

Há dois anos atrás, o INSS até conseguia manter o tempo de espera dentro do prazo administrativo, que na época era de 45 dias para todos os benefícios. Mas a situação piorou consideravelmente a partir de setembro de 2020.

Especialistas explicam que a redução drástica na quantidade de servidores desde 2016 é uma das principais causas para o aumento da espera por perícias e outros procedimentos.

Além disso, a pandemia de Covid-19 ocasionou uma retenção nos atendimentos, devido ao fechamento de agências por um longo período. É preciso considerar, ainda, que a digitalização de processos, através do Meu INSS, também fez aumentar o número de pedidos.

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Mais recentemente, a greve dos servidores, que pediam reajuste para compensar as perdas salariais com a inflação, fez a fila do INSS subir ainda mais, ultrapassando a marca de 2 milhões de pedidos.

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Amaury Nogueira
Amaury da Silva Nogueira é bacharelando em Letras/Edição pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Apaixonado pelo universo da escrita, atua há dois anos como redator e realiza pesquisas sobre história da edição no Brasil. Além disso, atualmente pesquisa também sobre direitos e benefícios sociais para agregar conhecimento na redação do portal de notícias FDR.