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Aumento da gasolina: entenda os principais impactos do reajuste no seu bolso

Por Laura Alvarenga
20 de junho de 2022
Combustíveis em alta: entenda os principais impactos do reajuste no seu bolso

Combustíveis em alta: entenda os principais impactos do reajuste no seu bolso. (Imagem: R7)

Os combustíveis em alta possuem impactos que se estendem além dos proprietários de veículos. Relevantes setores econômicos estão diretamente ligados aos reajustes, como ocorreu com o litro da gasolina e do diesel recentemente em 5,18% e 14,26%, respectivamente. 

Combustíveis em alta: entenda os principais impactos do reajuste no seu bolso (Imagem: Montagem/FDR)
Aumento da gasolina: entenda os principais impactos do reajuste no seu bolso (Imagem: Montagem/FDR)

A consequência dos combustíveis em alta será repassada aos principais produtos no decorrer dos próximos meses. Transporte, alimentação, vestuário e construção civil serão os mais afetados em virtude da pressão inflacionária na gasolina que já chegou à casa dos dois dígitos.

Após novo reajuste, o preço médio de venda da gasolina para as distribuidoras passará de R$ 3,86 para R$ 4,06 o litro. Já o preço médio de venda do diesel foi ajustado pela Petrobras em R$ 5,61 por litro. É importante explicar que o valor cobrado nos postos de combustíveis depende dos impostos e das margens de lucros dos distribuidores e revendedores. 

O que dizem os especialistas sobre os combustíveis em alta?

Para a professora do Insper, Juliana Inhaz, um cenário provável de agora em diante é, basicamente, um custo de vida mais caro, tendo em vista que os custos de locomoção serão elevados. Já Simão Silber, professor de economia da USP e pesquisador da FIPE, faz a seguinte avaliação:

“Hoje, não só no Brasil, houve um retorno para um fenômeno que ocorreu nos anos 1970 que ficou conhecido como ‘estagflação’: uma inflação mais alta e um nível de produção mais baixo com o aumento de custos”, analisou. 

Outro indicador responsável pelos combustíveis em alta consiste no encarecimento do petróleo por todo o mundo. As sanções aplicadas pelos Estados Unidos da América (EUA) e União Europeia (UE) em resposta à guerra da Rússia contra a Ucrânia.

As principais medidas foram a redução da quantidade de petróleo e gás oriundos da Rússia. Isso porque, a Rússia é o segundo maior produtor e exportador de petróleo do mundo. 

A Petrobras importa petróleo e derivados, repassando os reajustes através da política de Preço de Paridade de Importação, implementada no ano de 2016. Os combustíveis em alta possuem um impacto restringido à inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). 

Este é um dos indicadores usados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para acompanhar as tendências de inflação para o consumidor. Entretanto, também há a influência significativa sobre o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), responsável por registrar as variações em produtos agropecuários e industriais antes de atingir a ponta final. 

Veja a seguir como os reajustes das distribuidoras podem afetar o bolso dos consumidores. 

Transportes

Nitidamente, o efeito mais direto acontecerá nos fretes rodoviários, passagens de ônibus urbanos e interestaduais, de avião e viagem em aplicativos de transporte. Os impactos também se estendem ao valor gasto pelos motoristas de veículos de passeio.

Silber diz que, mesmo que os valores das passagens de ônibus não sejam ajustados instantaneamente, o impacto é certo e virá mais cedo ou mais tarde. 

“Nós estaremos pagando porque a prefeitura terá que subsidiar o transporte urbano, colocar mais dinheiro nesse setor em vez de outras áreas ou atividades”, alegou. 

Alimentação 

Tudo o que está condicionado ao transporte para deslocamento entre dois ou mais pontos também sofrerá os impactos dos combustíveis em alta. É o caso dos alimentos que passam por diversos lugares até chegar ao prato dos consumidores. O setor de alimentação é o mais sensível aos reajustes feitos pela Petrobras. 

Também há a influência indireta em produtos de primeira necessidade como o arroz, feijão e carne. Neste caso, a alta está relacionada ao fato de que vários dos fertilizantes e defensivos agrícolas derivam do petróleo. 

Vestuário

Na circunstância do setor de vestuário, Juliana Inhaz aponta que os custos de logística e deslocamento dos produtos são os responsáveis pelo encarecimento. Silber menciona algumas matérias-primas que podem impactar diretamente determinados itens. 

“Por exemplo, o náilon é petróleo. E veja a meia-calça. Com o frio, cresce a demanda pelo produto, que não tem produção no Brasil. O fio é derivado do petróleo e a sua produção tem sido impactada pela Guerra da Ucrânia”, diz o economista.

Laura Alvarenga

Laura Alvarenga

Laura Alvarenga é uma jornalista apaixonada pela escrita, iniciou sua trajetória ainda como estagiária no setor de redação jornalística e publicitária. Após se formar em 2018, ela aprimorou suas habilidades no Jornal Gazeta do Triângulo, onde realizou o sonho de trabalhar em um jornal impresso, e depois no Jornal Contábil, onde mergulhou no fascinante mundo do SEO, redação e produção de vídeos. Desde 2021, Laura se dedica o portal FDR, especializada nas editorias de direitos, benefícios e renda. Além disso, como co-fundadora de uma agência de marketing digital e produção audiovisual, ela harmoniza seu talento jornalístico com sua visão inovadora, criando conteúdos que cativam e informam. Sua rede social é: @lauraalvarengads

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