Ações da Petrobras ‘derretem’; entenda o que aconteceu

Na última sexta, 17, as ações da Petrobras negociadas na B3 tiveram uma desvalorização significativa. Após terem registrado uma queda de cerca de 10% ao longo do dia, os papéis da empresa se recuperaram perto do fechamento do dia e ações ordinárias fecharam em baixa de 7,25%, a R$ 29,93, ao passo que as preferenciais caíram 6,09%, a R$ 27,31. 

Falando sobre valor de mercado, a perda passou dos R$37 bilhões, no entanto, fechou o dia em R$27,3 bilhões.

Os investidores vem sendo impactados pela pressão que o governo está colocando sobre a Petrobras, por conta do mais recente aumento nos preços. Bolsonaro e sua base de apoio vem tentando diminuir os impostos que recaem sobre a gasolina e o diesel para baratear os combustíveis a tempo da eleição.

O  conselho de administração da Petrobras foi convocado no feriado da última quinta, 16, para uma reunião extraordinária com objetivo de debater os reajustes de preços, no entanto, o entendimento foi de que decisões a respeito de preços era de responsabilidade apenas da diretoria da Petrobras.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, recebeu com revolta a notícia do aumento dos combustíveis e solicitou a renúncia imediata do presidente da companhia, José Mauro Coelho.

Bolsonaro inclusive chegou a afirmar na semana passada em suas redes sociais, que a Petrobras “pode mergulhar o Brasil num caos”. 

“O governo federal como acionista é contra qualquer reajuste nos combustíveis, não só pelo exagerado lucro da Petrobras em plena crise mundial, bem como pelo interesse público previsto na Lei das Estatais”, disse ele.

Em sua visão, a empresa não pode seguir utilizando a paridade de preços internacionais para definir o valor dos combustíveis. A paridade atrela o reajuste dos preços dos combustíveis à variação do barril de petróleo no exterior.

Na tentativa de mudar esta questão, Bolsonaro indicou o nome de Caio Mário de Andrade para comandar a Petrobras, no entanto, ainda é necessária a aprovação em assembleia de acionistas e do conselho de administração.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.