Mais de 14 mil gaúchos aguardam a aprovação no Auxílio Brasil

Desde a substituição do Bolsa Família pelo Auxílio Brasil, milhares de cidadãos permanecem na fila de espera aguardando a aprovação no programa. Mesmo com o anúncio recente do Governo Federal sobre a inclusão de mais de 50 mil novas famílias na transferência de renda, moradores de determinadas regiões sofrem com o desamparo. 

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Mais de 14 mil gaúchos aguardam a aprovação no Auxílio Brasil
Mais de 14 mil gaúchos aguardam a aprovação no Auxílio Brasil. (Imagem: FDR)

A apuração de dados do Ministério da Cidadania referentes até o mês de maio, mostrou que, no Rio Grande do Sul 26,2 mil famílias gaúchas seguem aguardando pela aprovação no cadastro para inclusão no Auxílio Brasil. Outros 14.564 gaúchos permanecem na expectativa para voltar a receber o benefício no valor médio de R$ 400.

Nos 497 municípios gaúchos, as famílias precisarão aguardar um novo incremento orçamentário extraordinário para que haja a possibilidade de ampliação no número de beneficiários do Auxílio Brasil. Em meados de abril de 2021, por exemplo, 26.657 famílias já aguardavam pelo recebimento do Bolsa Família. 

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Em determinada ocasião, no início de 2022, a fila de espera do Auxílio Brasil foi zerada, inclusive no Rio Grande do Sul. Porém, foi uma situação instantânea e passageira, pois o cenário voltou a se agravar em fevereiro.

Segundo um levantamento feito pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), cerca de um milhão de famílias elegíveis ao programa ainda não tiveram acesso às parcelas de R$ 400.

Isso porque, o processo entre a identificação e a inserção de novas famílias no quadro de pagamentos do Auxílio Brasil passa pelo Cadastro Único (CadÚnico). Este é um banco de armazenamentos de dados sociais do Governo Federal. Nele, estão todas as informações sobre as famílias de baixa renda e em situação de vulnerabilidade social residentes no Brasil. 

A princípio, são famílias em situação de extrema pobreza com renda familiar per capita mensal de até R$ 105, ou em situação de pobreza com remuneração de até R$ 210. Estas são as linhas de pobreza estabelecidas pelo governo para identificar e selecionar os beneficiários do programa. 

A partir do mês de junho, 56 mil novas famílias em situação de vulnerabilidade social passarão a receber as parcelas de R$ 400 do Auxílio Brasil. A seleção com foco na redução da fila de espera de elegíveis, tem sido feita com base nas inscrições do Cadastro Único (CadÚnico). 

Para ser um beneficiário é preciso estar inscrito no Cadastro Único e manter todos os dados devidamente atualizados. O titular responsável pelo registro da família fica na obrigação de obter todas as informações de identificação pessoal, comprovação de renda e endereço estão em dia na plataforma social.

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Para manter os dados atualizados no CadÚnico, basta seguir estes passos:

  • Acesse o app ou site. O app está disponível na Play Store e na Apple Store;
  • Algumas opções aparecerão logo na primeira tela. É preciso clicar em “Atualização cadastral por confirmação”;
  • O usuário deverá fazer login com o CPF e a senha da conta Gov.br (veja como criar uma conta Gov.br);
  • Serão mostrados os blocos de Endereço da Família e Composição Familiar. Recomenda-se começar pelo bloco de Endereço da Família e depois passar ao de Composição Familiar. O usuário deverá conferir se todas as informações apresentadas continuam inalteradas;
  • No bloco de Composição Familiar, o usuário será questionado se houve alteração no número de membros da família. Em seguida, será preciso confirmar se os dados relativos a cada membro continuam os mesmos;
  • O usuário deverá, então, selecionar a opção em que confirma a veracidade dos dados informados;
  • Por fim, será preciso clicar no botão “Confirmar dados do Cadastro Único”.

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Laura Alvarenga
Laura Alvarenga é graduada em Jornalismo pelo Centro Universitário do Triângulo em Uberlândia - MG. Iniciou a carreira na área de assessoria de comunicação, passou alguns anos trabalhando em pequenos jornais impressos locais e agora se empenha na carreira do jornalismo online através do portal FDR, onde pesquisa e produz conteúdo sobre economia, direitos sociais e finanças.