Bitcoin tem queda superior a 50%; entenda os impactos para os investidores

O mercado de criptomoedas segue em alerta, devido, sobretudo, ao desempenho ruim do Bitcoin. A moeda virtual perdeu 57% de valor de mercado em relação a novembro e chegou a ser cotada abaixo de 30 mil dólares nesta quarta-feira (11), pior resultado desde junho de 2021.

Os 30 mil dólares são considerados um limite seguro para garantir a rentabilidade do Bitcoin e analistas temem que uma cotação abaixo desse limite leve a uma debandada de investidores daquela que é a principal criptomoeda do mundo, respondendo por 40% do mercado.

O desempenho ruim do Bitcoin está contaminando outros criptoativos e empresas importantes do setor. É o caso da stablecoin TerraUSD, que está sendo cotada abaixo de 50 centavos de dólar, após deixar de ser pareada com a moeda americana.

As ações da PayPal e da Galaxy Digital caíram 11% e 25%, respectivamente, nos últimos cinco dias, enquanto as da Coinbase, maior negociadora de criptos do mundo, teve queda de mais de 14% na terça-feira (10), após a divulgação de resultados do primeiro trimestre aquém do esperado.

Inflação e guerra

Entre as causas para o mal desempenho do Bitcoin nos últimos meses, destacam-se a inflação global e a guerra na Ucrânia, que aumentam as incertezas dos investidores de todo o mundo. A inflação nos Estados Unidos, especialmente, está levando o Federal Reserve (banco central americano) a elevar as taxas de juros, o que aumenta a rentabilidade de papeis mais estáveis.

A recente regulação das criptomoedas feita pelo governo americano também pode ter causado algum impacto negativo.

Cabe lembrar, no entanto, que os criptoativos são, por natureza, muito voláteis. Uma desvalorização do Bitcoin semelhante à atual ocorreu em meados do ano passado, mas logo a moeda voltou a se valorizar e alcançou a máxima histórica em novembro. Os ventos, portanto, podem mudar de rumo novamente.

E agora? Comprar ou vender Bitcoin?

Em meio à turbulência do setor, os investidores se perguntam o que fazer com os ativos adquiridos. Especialistas afirmam que a melhor decisão a ser tomada depende do perfil do investidor.

Para aqueles que necessitam de recursos no curto prazo, recomenda-se vender o Bitcoin adquirido, antes que a moeda perca mais valor (o que é a expectativa atual).

Para quem pensa no médio e longo prazos, no entanto, talvez seja mais vantajoso fazer justamente o contrário. Como alguns analistas acreditam que o Bitcoin volte a se valorizar e alcance uma nova máxima ainda em 2022, pode-se aproveitar o momento para expandir o portfólio e lucrar na alta da criptomoeda.

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Amaury Nogueira
Amaury da Silva Nogueira é bacharelando em Letras/Edição pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Apaixonado pelo universo da escrita, atua há dois anos como redator e realiza pesquisas sobre história da edição no Brasil. Além disso, atualmente pesquisa também sobre direitos e benefícios sociais para agregar conhecimento na redação do portal de notícias FDR.