Estados Unidos aumentam taxa de juros pela primeira vez desde 2018; entenda impactos

Em 16 de março, o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) elevou a taxa de juros do país, chegando a 0,50%. Esse foi o primeiro aumento desde 2018. Apesar disso, ainda existe a expectativa de que a taxa de juros passe por mais seis revisões até o fim deste ano.

No entendimento do empreendedor brasileiro Leandro Otávio Sobrinho, a decisão do Fed foi assertiva. Isso porque a medida busca controlar a inflação nos EUA.

“O aumento na inflação, em setores como da construção civil, transporte e mercado imobiliário nos Estados Unidos, está acima da média”, declara o investidor.

Segundo ele, isso aconteceu devido à injeção financeira e incentivos do governo norte-americano realizados durante a pandemia de coronavírus.

Aumento na taxa de juros nos Estados Unidos e os investimentos

O empreendedor acredita que a alta dos juros no país estrangeiro não afetará os brasileiros que já investem — ou gostariam de aplicar nos Estados Unidos.

Apesar disso, ele declara que é preciso se atentar aos movimentos do Fed. A entidade já sinalizou, ao menos mais seis, aumentos nas taxas de juros durante este ano.

Com as já anunciadas futuras altas, o empreendedor afirma que os investimentos nos Estados Unidos ainda são uma alternativa viável. Isso porque se trata da economia mais forte do mundo.

Segundo Leandro, quem espera o momento certo atrasa o próprio planejamento, “até porque este cenário não existe”. O empreendedor alega que “O mais prudente é o câmbio médio, ou seja, diversas remessas em momentos diferentes.

“Quem sabe o que vai ser da economia mundial nos próximos meses? Sempre gosto de mencionar a quem pretende dolarizar parte do patrimônio que não fique preso ao pensamento de que o ganho está no câmbio, pois esse tem variações difíceis de mensurar, a estratégia está na diversificação”, declara.

A segunda etapa é onde investir o patrimônio dolarizado: entre mercado de renda fixa, variável, imóveis ou fundos de investimentos. No entendimento de Leandro, fica a critério e perfil de cada pessoa.

Cabe ressaltar que nem todos estão preparados para começar essa fase sozinho. Por conta disso, é recomendável buscar ajuda de especialista para desenvolver uma estratégia.

Outro ponto a se considerar é que, historicamente, com a alta da taxa de juros norte-americana, o interesse por aplicações em países emergentes reduz. Isso mesmo em um cenário em que as commodities brasileiras estejam em alta. Sendo assim, há grande tendência de aumento do dólar.

Mercado imobiliário dos Estados Unidos permanece aquecido

Apesar das elevações previstas nos juros e variação do dólar, o mercado imobiliário dos EUA continua aquecido — e cheio de oportunidades para investidores.

Leandro declara que existe perspectivas de alta demanda no mercado imobiliário americano. Essa projeção vale especialmente para a Flórida, que conta com procura por residências, tanto por imigrantes quando americanos.

“É possível ver que, mesmo com o aumento na taxa de juros, o setor segue com previsões positivas para o futuro”, completa.

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Silvio Souza
Silvio Suehiro Souza é formado em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Desde 2019 dedica-se à redação do portal FDR, onde tem acumulado experiência e vasto conhecimento na área ligada a economia, finanças e investimentos. Além disso, Silvio produz análises sobre produtos e serviços financeiros, sempre prezando pela imparcialidade e informações confiáveis.