Governo reserva quantia bilionária para reajuste de servidores em 2023; confira valor

Reajuste de servidores pode ser aprovado pelo Governo Federal. Nessa semana, o secretário especial de Tesouro e Orçamento, Esteves Colnago, informou que tem uma reserva de R$ 11,7 bilhões para os colaboradores do poder público. O valor será destinado a um aumento de renda que deve ser concedido em 2023. Entenda.

Há semanas vem se debatendo sobre o reajuste salarial dos servidores públicos. Diante do atual cenário de greves e cobranças para com o Governo Federal, Esteves Colnago informou que em 2023 a folha salarial será atualizada.

De acordo com as informações concedidas, foi reservado um montante de R$ 11,7 bilhões. Durante uma coletiva de imprensa, realizada pelo Ministério da Economia, ele detalhou como funcionará o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) no próximo ano.

A conta está justa. Todo mundo quer mais. Um reajuste de 5% já é um esforço fiscal considerável e não está decidido. Não estamos em superávit, não estamos em uma situação em que o País está tranquilo. Ainda temos uma fragilidade e necessidade de consolidação fiscal”, informou o secretário.

Detalhes sobre o reajuste salarial dos servidores

Ainda não se sabe exatamente qual categoria será contemplada com o aumento. No caso do poder Executivo, espera-se um crescimento de ao menos 5% o que significa um gasto de R$ 12 bilhões. Ou seja, vai ultrapassar a quantia determinada.

Conalgo afirmou ainda que há outros poderes cobrando o aumento, com isso seria necessário remanejar mais R$ 1,5 bilhão. A medida ainda precisa ser negociada com demais instancias administrativas e deve ser validada até o mês de junho.

Grande parte do ajuste não se dá pelo lado da receita, mas pela despesa“, destacou Esteves Colnago.

Ainda de acordo com o secretário, parte da quantia será obtida mediante a aprovação da reforma da previdência em 2019. “O benefício previdenciário estabiliza e tende a cair em relação ao PIB”, relatou.

Não consideramos o resultado de encontro de contas, em especial porque depende de o credor querer fazer o encontro de contos. Não sabemos o valor a ser trazido”, justificou.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestra em ciências da linguagem pela Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo na mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.