1º de Abril: conheça as principais mentiras sobre os investimentos

Pontos-chave
  • Existem investimentos que exigem poucos valores iniciais;
  • Nunca é cedo ou tarde para começar a investir;
  • É possível encontrar investimentos seguros como a poupança.

1º de Abril é conhecido por ser o Dia da Mentira. Nessa data, muitos aproveitam para realizar brincadeiras e inventar boatos. Apesar disso, falsas informações acontecem durante o ano todo. Na área de investimentos, diversas mentiras também são espalhadas. Conheças as principais contadas.

1º de Abril: conheça as principais mentiras sobre os investimentos
1º de Abril: conheça as principais mentiras sobre os investimentos (Imagem: Montagem/FDR)

“Precisa ter muito dinheiro para realizar investimentos”

À Forbes, a educadora financeira Márcia Tolotti explica que é algo cultural o mito de que precisa de muito dinheiro para aplicar. Segundo ela, vivemos em um país com uma forte cultura do endividamento. Por conta disso, parece que dívida ou crédito é melhor que um investimento.

A especialista destaca que, com somente R$ 32, a pessoa já consegue investir no Tesouro Direto. Com R$ 100, existe a possibilidade de aplicar em algum fundo de investimentos.

O educador financeiro William Ribeiro, à Forbes, ainda reforma que, no mercado nacional de Certificado de Depósito Bancário (CDBs), é possível encontrar aporte mínimo de R$ 1.

Este investimento proporciona as mesmas garantias que a poupança — e ainda pode conceder melhor rentabilidade.

“É necessário conhecer bastante para começar a investir”

Segundo Ribeiro, a pessoa não precisa ter bastante conhecimento para começar a aplicar. Ele explica que apenas de conhecer novos investimentos além da poupança, o investidor iniciante pode obter maior retorno — com compatível segurança.

Para quem tem receio de dar o passo inicial, os especialistas recomendam procurar apoio junto aos assessores de investimentos nas corretoras. Estes profissionais são certificados e, na maior parte das plataformas, estão disponíveis de modo gratuito aos clientes.

De qualquer forma, é importante que a pessoa sempre busque conhecer mais sobre o universo dos investimentos. Este é um processo contínuo, e novidades nesta área podem surgir a qualquer momento.

“Ainda é muito cedo para começar a investir”

O especialista em renda variável da Me Poupe!, Eduardo Mira, destaca, ao Estadão, que nunca é cedo para começar a aplicar. Conforme ele, quanto mais cedo a pessoa for investir, mais simples será o caminho para obter a independência financeira.

A junção do tempo trabalhador a seu favor e dos juros compostos permite que aportes menores resultem em valores consideráveis. Ao considerar este cenário, há exigência de menos sacrifício.

“Agora já é muito tarde para começar a investir”

A visão oposta sobre os investimentos também acontece. Mesmo que o ideal seja investir o quanto antes. Nunca é tarde para começar a aplicar. Ainda vale considerar que a expectativa de vida tem aumentado ao longo do tempo.

Segundo Mira, caso o cidadão não tenha reservas financeiras para o próprio sustento na velhice, ficará dependente exclusivamente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O especialista reforça que isso é totalmente inviável.

Mira informa que a Previdência Social no país vem passando por uma crise há bastante tempo. Além disso, existe a tendência de piora. Por conta da falta de reformas aliado ao fato de que expectativa vem aumentando, o número de beneficiários tem sido maior do que de contribuintes.

Dessa forma, o especialista afirma que os benefícios governamentais não serão suficientes para a pessoa se manter. Mesmo que o cidadão tenha mais de 50 anos, ainda é possível se planejar financeiramente — e assegurar uma reserva financeira para complementar a renda.

As operações na Bolsa de Valores são baseadas em fundamentos.
As operações na Bolsa de Valores são baseadas em fundamentos (Imagem: Montagem/FDR)

“Investir é igual cassino, precisa ter sorte”

Ao Glamour, a estrategista-chefe e diretora de conteúdo da Rico, Betina Roxo, reforça que isso é uma mentira. Quando alguém diz isso sobre investimento, pensa em bolsa de valores e ações, que apresentam grande volatilidade.

A especialista três motivos para provar que esse argumento é inverídico:

  • Ação é parte de uma companhia;
  • Uma empresa é composta por pessoas, time, estratégias e cultura;
  • No longo prazo, o motivo para o aumento da ação é quanto a companhia gera de resultado, quanto ela cresce o seu lucro.

Ou seja, não é sorte — é fundamento. Além disso, ao citar as aplicações, há diversos tipos. As pessoas também podem encontrar aplicações mais previsíveis como a renda fixa. De qualquer forma, Roxo recomenda ter um melhor equilíbrio nessa parte.

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Silvio Souza
Silvio Suehiro Souza é formado em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Desde 2019 dedica-se à redação do portal FDR, onde tem acumulado experiência e vasto conhecimento na área ligada a economia, finanças e investimentos. Além disso, Silvio produz análises sobre produtos e serviços financeiros, sempre prezando pela imparcialidade e informações confiáveis.