Google suspende venda de anúncios na Rússia

O Google suspendeu a venda de anúncios na Rússia, uma decisão que abrangeu buscas, Youtube e parceiros de publicações externos. 

A empresa disse que “À luz das circunstâncias extraordinárias, estamos pausando os anúncios do Google na Rússia. A situação está evoluindo rapidamente e continuaremos compartilhando atualizações quando apropriado.”

Antes disso, o Google havia proibido a mídia estatal russa de comprar e vender anúncios por meio de sua tecnologia. Além disso, invocou a sua política de eventos sensíveis, que proíbe o marketing que busca tirar proveito da guerra, com exceção de protestos ou anúncios antiguerra.

Na quinta-feira, o regulador de comunicações da Rússia, Roskomnadzor, disse ao Google para parar de exibir anúncios no YouTube com “informações políticas falsas” sobre a Ucrânia que visavam “desinformar o público russo” sobre os eventos atuais, informou o Wall Street Journal.

O banco de dados de negócios Spark mostrou no ano passado que o faturamento do Google na Rússia em 2020 foi de 85,5 bilhões de rublos (US$ 790 milhões).

Guerra na Ucrânia

No dia 24 de fevereiro, a Rússia decidiu invadir a Ucrânia.  Entre as principais razões apontadas, estão: a expansão da Otan pelo Leste Europeu, a possibilidade de adesão da Ucrânia à aliança militar, a contestação ao direito da Ucrânia à soberania independente da Rússia e o desejo de Vladimir Putin de restabelecer a zona de influência da União Soviética.

A Rússia diz querer impedir o que classifica de cerco à sua fronteira com a possível adesão da Ucrânia à Otan, aliança militar de 30 países, que se expandiu pelo Leste Europeu, incluindo hoje 14 países do ex-bloco comunista.

Putin acusa o governo ucraniano de genocídio contra ucranianos de origem étnica russa que vivem nas regiões separatistas de Donetsk e Luhansk. Ele alega que a invasão tenta “desmilitarizar e desnazificar” a Ucrânia, o que pode servir de justificativa para uma eventual deposição do atual governo ucraniano.

Já a Ucrânia e outros observadores veem na guerra uma tentativa da Rússia restabelecer a zona de controle e influência da antiga União Soviética, algo visto como desrespeito à soberania da Ucrânia, que deveria ter o direito de decidir seu destino e suas alianças.

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Jheniffer Freitas
Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Há dois anos é redatora do portal FDR, onde acumula bastante experiência em produção de notícias sobre economia popular e finanças.