Bradesco conclui aquisição do Digio; o que muda para os usuários?

Na última sexta-feira (25), o Banco Bradesco informou que adquiriu cerca de 49,99% da participação acionária no capital social do Banco Digio, que era detida pela BB Elo Cartões e  controlada pelo Banco do Brasil. 

Esse negócio foi realizado por meio de sua subsidiária Bradescard Elo Participações. 

Essa aquisição havia sido anunciada no mês de outubro, onde a Bradescard Elo pagou R$ 645 milhões à BB Elo Cartões. Após a conclusão da operação, o Bradesco passou a deter, indiretamente, 100% do capital social do Digio.

De acordo com o comunicado “reforça a estratégia da Organização Bradesco de expandir a oferta de serviços financeiros por meio de plataformas digitais”.

O Banco do Brasil informou o impacto da venda nos seus resultados do primeiro trimestre, via equivalência patrimonial, será de aproximadamente R$ 213 milhões.

A realização da compra do Banco Digio pelo Bradesco é um dos esforços do banco para ampliar sua presença no digital. A empresa também é dona das plataformas next, banco digital, e Bliz, de carteira digital.

Outras apostas do Bradesco

O Bradesco criou um plano arrojado para o seu banco digital Next. O banco quer levar o seu digital para a Bolsa de Valores focando neste ano de 2022 que terá grandes acontecimentos.

Tendo a previsão de um 2022 turbulento pelo calendário político, inflação e o alto juros, o banco está projetando um IPO para subsidiar digital no final de 2021, de acordo com o presidente Octavio de Lazari Jr. 

De acordo com a Pipeline, há razões para isso que vão além da janela fechada para IPOs: o banco considera que o prazo seria suficiente para o Next chegar à marca de 15 a 20 milhões de clientes e possivelmente se tornar rentável.

Essa projeção interna considera ainda uma eventual desaceleração na captação de clientes no ano de 2022, de acordo com o contexto econômico, para retomada de ritmo no ano seguinte.

Atualmente, o Next possui cerca de 7,7 milhões de clientes. Mesmo tendo sido criado em 2017, foi neste ano que ganhou posição de destaque no grupo, captando 5 milhões de clientes sob o comando de Renato Ejnsman, executivo há 14 anos no Bradesco e que assumiu como CEO do banco digital em março.

História

O Bradesco foi fundado em 1943, em Marília, no interior de São Paulo, com o nome de Banco Brasileiro de Descontos. Sua estratégia inicial consiste em atrair o pequeno comerciante, o funcionário público, pessoas de posses modestas, ao contrário dos bancos da época, que só tinham atenções para os grandes proprietários de terras. O Bradesco é um dos primeiros a estimular o uso de cheques por seus correntistas, que são orientados a preencher as folhas nas próprias Agências. Em 1946, a matriz é transferida para a capital paulista, na rua Álvares Penteado, no centro da cidade.

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Jheniffer Freitas
Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Há dois anos é redatora do portal FDR, onde acumula bastante experiência em produção de notícias sobre economia popular e finanças.