Ucrânia já recebeu mais de US$ 20 milhões em doações via criptomoedas

A Ucrânia já estava recebendo doações em criptomoedas antes mesmo da invasão russa no último dia 24. A partir deste acontecimento, os ucranianos começaram a receber valores mais elevados na vaquinha e na última segunda, 28, o montante atingiu US$20 milhões.

O montante foi revelado pela plataforma de análise de blockchain Elliptic. “O governo ucraniano e as ONGs que prestam apoio aos militares arrecadaram US$ 20 milhões por meio de milhares de doações de criptomoedas desde o início da invasão”, dizia uma  publicação feita no blog que montara as doações.

A plataforma disse ainda que uma das organizações não governamentais recebeu uma única doação em bitcoin no valor de US$3 milhões. Na cotação da última segunda, este valor equivale a cerca de 90 milhões de grívnias, moeda ucraniana.

O governo ucraniano escreveu em seu perfil no twitter que estava aceitando estas ajudas. “Fique do lado do povo da Ucrânia. Agora aceitando doações em criptomoedas. Bitcoin, Ethereum e USDT”, disse o governo do país no último sábado, 26, com o endereço de duas carteiras para os ativos digitais.

Segundo registros da blockchain, estas duas carteiras governamentais receberam cerca de US$ 4,6 milhões e US$ 5,6 milhões, em casa. Já a ONG Come Back Alive (Volte Vivo, em português) conseguiu juntar US$ 7,2 milhões até agora.

A ajuda em criptomoedas chega ao povo da Ucrânia vinda de diversas origens, inclusive de uma organização autônoma descentralizada estabelecida recentemente com o objetivo de arrecadar fundos. A membro fundadora do grupo Pussy Riot, grupo de punk rock feminista da Rússia, Nadya Tolokonnikova, anunciou nesta semana o UkraineDAO.

“Nosso objetivo é arrecadar fundos para doar a organizações civis ucranianas que ajudam aqueles que sofrem com a guerra que Putin iniciou na Ucrânia”, disse ela em seu perfil no  Twitter. 

Porém, nem mesmo diante de tristes acontecimentos como este, os golpistas deixam de agir, afirmou a Elliptic. “A Elliptic identificou vários golpes fraudulentos de arrecadação de fundos de criptomoedas, explorando a situação atual”, informou.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.