Real foi uma das moedas com maior alta em fevereiro; confira ranking

Em fevereiro, o real ficou na terceira colocação do melhor desempenho em relação ao dólar entre as 101 moedas, de acordo com um levantamento realizado a pedido da CNN Brasil pela consultoria Austin Rating.

 De acordo com a consultoria, o real registrou uma valorização de 4,2%, ficando atrás somente do afegane, moeda do Afeganistão, que cresceu 9,7%, e do kwanza, de Angola, que avançou 6,4%.

Este resultado fez com que nossa moeda tivesse o melhor desempenho entre os países do continente americano e também dentre os Brics, grupo que também engloba a China, a Índia, a Rússia e a África do Sul.

O patamar obtido no mês acompanha a tendência de valorização do real que começou em janeiro. No início do ano, o real foi a moeda que mais registrou alta perante o dólar, de acordo com o levantamento da Economatica.

A valorização é decorrente em especial da entrada de capital estrangeiro no Brasil, respaldada nos altos juros, ativos descontados na bolsa de valores e crescimento nos preços das commodities, com uma rotação de investimentos para países ligados com ele tipo de produto.

Bons resultados também foram registrados em outros países conhecidos pela exportação de commodities, como a Angola, Austrália (2,5%), Venezuela (3,9%) e África do Sul (1,8%).

As maiores baixas, por sua vez, aconteceram com moedas ligadas com o conflito na Ucrânia. O hryvnia ucraniano registrou o desempenho mais fraco em fevereiro, encolhendo 6,6%, ao passo que o rublo russo teve uma queda de 6,4%. Outra moeda envolvida no conflito, a Belarus registrou desvalorização de 5,9% em sua moeda.

Os demais países que enfrentam ou enfrentaram alguma crise também registraram desempenhos insatisfatórios em fevereiro. A lira turca registrou queda 3,4% em meio a intervenções do governo na política monetária e uma alta significativa na inflação.

Entre as maiores baixas também apareceu a Etiópia, que enfrenta ainda uma guerra civil, e o Cazaquistão, que enfrentou diversos protestos contra o governo no primeiro mês de 2022.

Porém, a queda do rublo russo se fortaleceu neste mês, com o mercado repercutindo os impactos das sanções econômicas impostas contra o país por conta do conflito na Ucrânia. 

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.