Bolsa de Valores: conheça a ação que pode proteger sua carteira contra a crise na Ucrânia

O crescimento das tensões na Ucrânia trouxe um fôlego novo para o ciclo de alta das commodities. Especialmente o petróleo, está passando por altas significativas de forma constante, superando os US$110 por barril, ao passo que as relações entre países do ocidente, Ucrânia e Rússia vão se complicando.

Da mesma forma que acontece com o petróleo, os preços do alumínio já subiram 29,1% somente este ano, sentindo os reflexos da preocupação com queda de produção e possível escassez na cadeia global. Neste momento, a commodity é negociada por cerca de US$ 3.600 a tonelada.

Por aqui, na B3, a ação que mais vem se beneficiando com a alta dos preços do alumínio é a recém-listada CBA. Os papéis da empresa vem registrando ganhos de cerca de 70% no acumulado do ano, e desde a abertura de capital da empresa, em julho do ano passado, os papéis aceleraram 86,2%.

De acordo com o CEO da CBA, Luciano Alves, este desempenho favorável pode ser explicado em partes pelos ruídos geopolíticos atuais, porém ele também reflete uma dinâmica deficitária do metal, na qual a produção é inferior a demanda, cenário que já é uma realidade nada nova.

O conflito entre a Rússia e a Ucrânia contribuiu para deixar o preço do alumínio nas alturas. Isto pois a Rússia, além de ser uma das grandes fornecedoras de gás natural, é responsável por cerca de 6% da oferta global de alumínio. 

A indústria já está sentindo os reflexos da guerra, mas a CBA, por sua vez, está sentindo muito pouco impacto direto em suas operações.

O cenário atual repete o da crise energética na China e na Europa, que sentiram os impactos no aumento dos preços de energia.

Luciano destaca que uma das grandes vantagens da empresa é a cadeia integrada. As linhas de negócios da CBA englobam desde o processo de extração da bauxita até a produção do alumínio líquido, que se torna o produto final.

Na visão de Rob Correa, analista de investimentos e fundador da Hedgepoint, o  diferencial na cadeia de produção da CBA é a característica que acaba dando mais controle para a empresa e uma margem de segurança maior quando comparado a pares internacionais.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.