Alta dos combustíveis: Senado deve votar projeto para redução dos preços na próxima semana

Governo Federal avalia aprovação de um novo projeto de lei para determinar o valor dos combustíveis. Nessa semana, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), informou que está com duas propostas em votação que objetivam baratear as tarifas da gasolina. A pauta será analisada na próxima semana. Entenda o que ela sugere.

Alta dos combustíveis: Senado deve votar projeto para redução dos preços na próxima semana (Imagem: FDR)
Alta dos combustíveis: Senado deve votar projeto para redução dos preços na próxima semana (Imagem: FDR)

Diante da tensão política entre a Rússia e a Ucrânia, o valor dos combustíveis deverá sofrer uma alta em diversas regiões do mundo. Os líderes federais passaram a reunir suas equipes para a adoção de medidas que contenham o encarecimento. No Brasil, suas propostas serão debatidas no Senado.

Ações de congelamento no valor dos combustíveis

Até o momento não há grande detalhes sobre os projetos de lei nacionais que irão amenizar os reajustes no valor dos combustíveis. Apenas sabe-se que são dois textos que deverão passar pela análise dos parlamentares ao longo da próxima semana.

“Na próxima semana, os dois projetos de lei que trazem medidas para controlar a escalada dos preços de combustíveis (PLP 11/2020 e PL 1472/2021) estarão na pauta do Senado”, disse Pacheco pelas redes sociais.

“Mais do que nunca, diante do aumento do valor do barril de petróleo, precisamos tomar medidas que impeçam a elevação do preço dos combustíveis”.

Como o conflito internacional afeta o valor da gasolina?

Muitos cidadãos estão se questionando o motivo pelo qual a gasolina ficará ainda mais cara devido aos conflitos russos. O reajuste acontece tendo em vista que os atuais confrontos estimulam a adoção de sanções econômicas, fazendo com que o preço do barril de petróleo tipo Brent ultrapassasse a marca de US$ 110 nesta quarta-feira.

É preciso ainda levar em consideração que apesar da Petrobras ser nacional, desde 2016 o país adotou uma política de preços que se orienta pelas variações do petróleo no mercado internacional. Ou seja, todo reajuste fora tem um impacto imediato em nossa economia.

Por fim, não se pode esquecer que a realidade do novo coronavírus e o clima de instabilidade política no governo Bolsonaro também colaboraram para o encarecimento desenfreado dos combustíveis.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestra em ciências da linguagem pela Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo na mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.