Binance tem forte alta nas negociações de criptomoedas; descubra o motivo

Por conta do acesso restrito da Rússia ao universo financeiro após a invasão na Ucrânia, os investidores do país se mostram mais presentes no mercado de criptomoedas, e por consequência, em corretoras cripto, como a Binace, por exemplo. 

Desde o início da invasão russa, o volume médio negociado em pares de rublo na corretora cresceu para uma média de US$35,8 milhões por dia, ante US$11 milhões negociados diariamente antes da guerra.

Este crescimento da atividade reflete uma das únicas opções em que os russos podem movimentar os rublos.

“As corretoras que permitem a integração de pares de rublos terão uma demanda enorme, visto que é quase o único caminho possível para trocar RUB, pois os bancos fecham as casas de câmbio”, explicou ao MoneyTimes, o executivo de uma corretora ao The Block.

A situação em que este aumento acontece é de um cenário de maior sacrifício para conseguir acesso aos mercados financeiros, decorrente, em especial, dos movimentos de restrição de alguns bancos russos de acessarem o Swift, sistema internacional de pagamentos, e também dos esforços para bloquear o Banco Central da Rússia do acesso a ativos estrangeiros.

Sanções econômicas oriundas de vários países serão a primeira forma de retaliação contra a invasão da Ucrânia pela Rússia.

Mas, as corretoras de cripto ofertam um tipo de respiro a estas restrições financeiras. As operadores de serviços de corretagem cripto, como a Binance e a Coinbase, por exemplo,  não acataram os pedidos do governo da Ucrânia que pediam proibições gerais a usuários russos.

Os reflexos no mercado da Rússia foi considerável, com o ETF russo da VanEck perdendo cerca de 60% de seu valor no último mês.

O rublo caiu nesta semana e ficou abaixo de um centavo de dólar, ao passo que as sanções contra a Rússia cresciam. O Banco Central da Rússia também fechou a Bolsa de Valores de Moscou e subiu de maneira vertiginosa a taxa de juros, de 9,5% para 20%.

De acordo com observadores do mercado procurados pelo The Block, mostraram os indícios de que as cripto estão sendo uma forma de escotilha de fuga, mesmo que ainda não seja possível mensurar a extensão de toda essa atividade.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.