A moda também está na bolsa de valores; confira

Pontos-chave
  • Conheça as principais empresas fashion listadas na bolsa e entenda como grandes marcas movimentam gerações, arrecadações e ações de mercado

Vans, Nike, Timberland, The North Face, Supreme. Marcas conhecidas que movimentam o mundo da moda, ditam tendências, ajudam a mudar o comportamento de gerações e claro,  também estão na bolsa de valores. Um estudo realizado pela Stake, plataforma que conecta pessoas de diferentes países ao mercado de ações americano, levantou as principais empresas listadas na bolsa, valor de mercado e marcas no portfólio. Além disso, apontou às pautas e desafios desse setor: sustentabilidade e evolução digital.

A verdade é que essas empresas estão cada vez mais verdes, uma vez que estão inseridas no contexto global de sustentabilidade. As fast fashion, por exemplo, que produzem roupas de baixo custo, têm alta demanda e menos durabilidade, começam a perder a força, justamente porque têm mais dificuldade de se manter de maneira sustentável.

Não à toa, um levantamento da Euclid mostrou que os valores de marca são cada vez mais decisivos para uma compra.Atualmente, aquilo que uma marca representa e defende é importante para 52% dos millennials, 48% da geração X e 35% dos baby boomers, indicando que as novas gerações levam cada vez mais a sério as questões éticas e de meio ambiente.

“Outra movimentação interessante é perceber que as marcas estão equipando seus centros logísticos com tecnologia RFID (identificação por radiofrequência), que torna o controle de estoque mais eficiente e digitalizado. A adoção da inovação fez com que empresas conseguissem diminuir sua produção, enquanto aumentam a arrecadação”, avalia Rodrigo Lima, analista de investimentos e editor de conteúdo da Stake.

Moda digitalizada

O setor já é visto como um dos mais potenciais, tendo fechado 2019 com arrecadação de US$ 1,9 bilhões e projetado US$3,3 bilhões em 2030. Para ganhar ainda mais potência, a moda se une ao e-commerce, ganhando cada vez mais tração. Segundo a Statista, o comércio online de vestuário deve movimentar US$ 758 bilhões em 2021 e atingir a marca de US$ 953 bilhões até 2024.

“Em um cenário onde os grandes players buscam manter suas posições através de novidades, sejam elas online ou offline, o mundo fashion precisa, ainda mais do que tantos outros, estar sempre se movimentando. Indicadores apontam uma mudança nos hábitos de consumo de roupas no mundo. Enquanto, em 2017, a porcentagem de venda de roupas online era de 14%, esse percentual cresceu para 22%, em 2020. Esse é um mercado para ficar de olho, inclusive, na hora de investir”, pondera Lima.

Confira abaixo as cinco maiores marcas de roupas listadas no mercado acionário americano:

Nike 

Valor de mercado: US$ 92.89 bilhões

Marcas no Portfólio: Converse e Air Jordan

A marca americana fundada no Oregon é hoje uma gigante de material esportivo, patrocina alguns dos maiores times da Europa e é a fornecedora oficial dos uniformes da NFL e NBA. Além disso, a companhia tem investido cada vez mais em roupas casuais e streetwear.

Durante 2020, a marca investiu fortemente em aplicativos para acelerar a transição digital da marca, lançando apps que dão ao cliente experiências interativas com produtos e uma maior integração entre loja física e online.

TJX Companies 

Valor de mercado: US$ 49.13 bilhões

Marcas no portfólio: Marshalls, TJ Maxx, TK Maxx, HomeGoods, HomeSense e Sierra

A TJX Companies nasceu da TJ Maxx, que, inicialmente, era um setor de roupas com desconto da loja de departamentos Zayre. A marca cresceu e se tornou independente, tornando-se uma loja de departamentos completa, com presença internacional.

Além disso, na década de 1990 tornou- se uma das maiores varejistas de roupa dos Estados Unidos. Desde então, vem lançando marcas segmentadas no setor de roupas e produtos para casa. Ela entrou na lista da S&P 500 em 1996.

Ross Stores 

Valor de mercado: US$ 24,44 bilhões

Marcas no portfólio: Ross Dress For Less e dd’S DISCOUNTS

A tradução do nome da principal marca da empresa é clara: vista-se gastando menos. Essa é a proposta das duas marcas da Ross Stores, que vende roupas com preço abaixo do valor de mercado.

A empresa foi fundada na Califórnia em 1950. Mas foi só em 1982 que assumiu sua vocação como loja “off-price”, quando um grupo de franqueados comprou as seis lojas da marca. Em três anos, já eram 107. Desde então, a Ross tornou-se conhecida em todo o território dos Estados Unidos. Atualmente, são mais de mil unidades abertas.

VF Corporation 

Valor de mercado: US$ 24,39 bilhões

Marcas no portfólio: Timberland, Vans, Dickies, JanSport, Kipling, The North Face, Supreme

A Vanity Fair Corporation foi fundada em 1898, mas ganhou seu nome atual na década de 1910. Ela tem uma das estratégias mais agressivas do segmento, ganhando notoriedade pela compra e venda de marcas – a mais antiga de seu atual portfólio foi adquirida em 1999.

Mais recentemente, a companhia surpreendeu o mundo da moda ao comprar a Supreme, por US$ 2,1 bilhões. A marca é considerada uma das maiores do segmento de streetwear e conseguiu criar uma reputação ao produzir produtos em pequena escala e realizar parcerias com as mais diversas marcas de roupas de luxo, como Gucci e Louis Vuitton. Porém, a maior compra da história da empresa foi a Timberland, em 2011, adquirida em transação de US$ 2,3 bilhões.

Under Armour 

Valor de mercado: US$ 16,74 bilhões

Uma das maiores empresas do ramo de materiais esportivos, a Under Armour, teve trajetória meteórica desde sua fundação, em 1996. Para ser reconhecida, a empresa patrocinou filmes para que os personagens na tela usassem produtos da marca. Além disso, fechou contrato com vários atletas, que se tornaram sócios. Dessa forma, a empresa tem em sua lista de patrocinados nomes como Tom Brady e Stephen Curry. Hoje, ela já é uma empresa global e patrocina atletas e times de todos os esportes – e até mesmo Gisele Bündchen, graças à relação da marca com Tom Brady.

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Victor Barboza
Editor-chefe do portal de notícias FDR. É responsável por toda a apuração e compartilhamento de informações, sempre presando pela qualidade e independências das notícias veiculadas. Especialista em finanças. Possui MBA em Gestão de Negócios pela USP e Graduação em Gestão Financeira pela Estácio. Possui especializações e trabalhos acadêmicos nas áreas de educação financeira, investimentos, fintechs, gestão empresarial e psicologia econômica. É fundador da GFCriativa e Co-Fundador da Fincatch. Trabalhou com gestão financeira nas startups Tendere e Strategy Manager.