‘O Golpista do Tinder’: israelense é expulso do app após roubar mais de US$ 10 milhões

Pontos-chave
  • Israelense finge ser herdeiro de magnata dos diamantes para aplicar golpes;
  • Os crimes eram cometidos em um dos aplicativos de relacionamentos mais famosos do mundo;
  • Golpes causaram prejuízos de milhões de dólares.

O israelense, Shimon Hayut, de 31 anos de idade, deixou o país de origem no ano de 2011. Na época, a fuga ocorreu após ele ser indiciado por um complexo esquema criminoso que inspirou o documentário ‘O Golpista do Tinder’, produzido e lançado pela plataforma de streaming, Netflix. Acompanhe toda história com detalhes aqui do FDR!

Como funciona o golpe

O ‘Golpista do Tinder’ se passava por Simon Leviev, herdeiro do magnata israelense Lev Leviev, proprietário de uma mineradora de diamantes. Diante de um novo personagem, ele dava início ao que parecia ser um relacionamento invejável com direito a experiências românticas como aquelas retratadas em filmes de Hollywood.

Como o próprio nome do documentário indica, tudo começava a partir de um ‘match’ no mais famoso aplicativo de relacionamentos de todo o mundo, o Tinder. Logo após algumas conversas por mensagem de texto, ‘O Golpista do Tinder’ convidava a mulher com quem flertava no momento para um jantar em um hotel de luxo, justamente para impressioná-las.

Durante o encontro, ele assumia a identidade falsa e de cara lamentava pela necessidade de fazer uma suposta inesperada viagem a negócios. É neste momento em que os pombinhos dividem um jatinho e vivem momentos aparentemente incríveis. Mas poucos meses depois o que seria um conto de fadas para muitas mulheres chega ao fim sem um final feliz.

Muito pelo contrário, elas se tornavam vítimas de um golpe internacional. Isso porque, após seduzir as acompanhantes fingindo ser Simon Leviev, ‘O Golpista do Tinder’ alegava correr perigo após ser ameaçado por rivais dentro dos negócios.

É neste momento que pedia às acompanhantes para usar o cartão de crédito delas durante um curto prazo, apenas para as necessidades mais urgentes. E foi justamente assim que após vários golpes conseguiu roubar uma quantia superior a US$ 10 milhões.

A história foi relatada pelo documentário da Netflix ‘O Golpista do Tinder’, lançado na última semana. E desde então, o caso ganhou grandes proporções, levando Shimon Hayut a ser banido do aplicativo de relacionamentos.

Na oportunidade, representantes do Tinder declararam ter realizado “investigações internas e podemos confirmar que Simon não está mais ativo no Tinder sob nenhum de seus pseudônimos conhecidos”.

Prejuízos do golpe

A história do ‘Golpista do Tinder’ repercutiu após o caso ser revelado em uma reportagem feita recentemente por um jornal norueguês. Desde então, três vítimas do rapaz afirmaram ter caído no golpe após se iludirem com o personagem criado por ele.

Durante o falso relacionamento, Shimon ludibriava as mulheres dizendo ter o desejo de constituir família com cada uma delas. Imersas nestes suposto conto de fadas, elas perderam quantias entre US$ 30 mil a US$ 250 mil após concluírem as transferências para Hauyt. Todas elas tentaram recorrer a empréstimos, mas acabaram estourando os limites dos cartões de crédito para ajudar o golpista.

Desdobramentos do caso

‘O Golpista do Tinder’ foi preso entre 2015 e 2017 na Finlândia após roubar quantias significativas de três mulheres, mas hoje já está fora das grades. Mais tarde, em 2019, ele foi detido novamente pela polícia após tentar usar um passaporte falso na Grécia.

Na época ele foi condenado a 15 meses de prisão em seu país de origem, Israel. Contudo, diante do “bom comportamento” ele cumpriu apenas cinco meses da pena. A liberação antecipada está relacionada a uma política cujo propósito é reduzir a superlotação nos presídios durante a pandemia da Covid-19.

É importante informar que o golpista, Shimon Hayut, mantém uma conta ativa no Instagram. Inclusive, na manhã de ontem, o israelense publicou uma mensagem nos stories avisando que irá compartilhar a própria versão da história na próxima sexta-feira, 11.

“Se eu fosse uma fraude, por que eu iria aparecer na Netflix? Quero dizer, eles deveriam ter me prendido quando ainda estavam filmando. É hora de as senhoras começarem a dizer a verdade”, declarou.

Pouco depois da publicação, o próprio israelense fechou a conta na rede social que exibia uma série de fotos de viagens, restaurantes, carros, hotéis e aviões de luxo. Enquanto isso, a Netflix disse em entrevista à Variety, sobre a intenção de transformar o documentário em um longa-metragem. O tema ainda está em fase de negociação com os produtores.

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Laura Alvarenga
Laura Alvarenga é graduada em Jornalismo pelo Centro Universitário do Triângulo em Uberlândia - MG. Iniciou a carreira na área de assessoria de comunicação, passou alguns anos trabalhando em pequenos jornais impressos locais e agora se empenha na carreira do jornalismo online através do portal FDR, onde pesquisa e produz conteúdo sobre economia, direitos sociais e finanças.