INSS: greve desta semana pode atingir até 50 mil perícias

Os médicos peritos do INSS paralisam novamente nesta terça-feira (8) e também amanhã (9). A categoria já havia feito paralisação no dia 31 de janeiro, para cobrar do Ministério do Trabalho e Previdência uma série de medidas, mas como a pasta teria ignorado as reivindicações, os peritos retomam o movimento esta semana.

Segundo a Agência Nacional de Médicos Peritos (ANMP), cerca de 25 mil perícias foram afetadas na última paralisação. Como essa vai durar dois dias, estima-se que 50 mil perícias, agendadas para hoje e amanhã, tenham que ser remarcadas.

O INSS já definiu, por meio de portaria, que a remarcação será feita pelos próprios servidores até o meio-dia do dia seguinte àquele em que a perícia estava marcada. E uma hora depois, às 13h, os usuários já poderão conferir a nova data da perícia, através do Meu INSS ou do número 135.

Mas o prejuízo para quem tenta conseguir um benefício do INSS deve ser grande. Devido à última paralisação, algumas perícias foram adiadas em mais de 15 dias em relação à data original, o que dificulta o acesso a benefícios como o auxílio doença e a aposentadoria por invalidez, que necessitam do procedimento.

Como consultar a nova data da perícia?

A nova data da perícia pode ser consultada nas agências do INSS, pelo telefone 135 ou por meio do Dataprev, que gerencia os agendamentos.

Nessa última opção, é preciso acessar este link, selecionar “Consultar”, transcrever o código e clicar em “Avançar”. Na página seguinte, serão requisitados dados como nome completo e número de documento. Preencha os campos e clique em “Avançar” para conferir se você já tem uma nova data agendada.

O que os médicos peritos reivindicam?

A insatisfação dos peritos do INSS já vem de longa data. Em agosto de 2021, eles chegaram a se reunir com o ministro Ônix Lorenzoni, que prometeu restabelecer um canal direto de comunicação com a categoria e tomar medidas concretas para solucionar as queixas.

Mas os peritos alegam que os problemas continuam e que o Ministério do Trabalho e Previdência ignora as reivindicações, sendo que três ofícios foram enviados após a última paralisação, mas até agora não receberam resposta.

Entre os pedidos estão recomposição de 19,99% dos salários, defasados desde 2019, limite de 12 atendimentos por dia e realização de concurso público para preencher um déficit de 3 mil profissionais.

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Amaury Nogueira
Amaury da Silva Nogueira é bacharelando em Letras/Edição pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Apaixonado pelo universo da escrita, atua há dois anos como redator e realiza pesquisas sobre história da edição no Brasil. Além disso, atualmente pesquisa também sobre direitos e benefícios sociais para agregar conhecimento na redação do portal de notícias FDR.