Venda de veículos tem o pior início de ano dos últimos 17 anos; o que aconteceu?

Este ano não começou muito bom para a indústria de veículos. 2022 teve o pior janeiro em vendas do setor em 17 anos. Segundo dados do balanço divulgado ontem, 2, pela Fenabrave, associação das concessionárias, foram licenciados em todo o pais, 126,5 mil unidades durante todo o mês de janeiro, entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus. 

Comparado com o mesmo mês do ano passado, a queda registrada foi de 26,1%. Com relação ao mês de dezembro, momento em que o mercado deu indícios de reação e registrou o melhor volume do ano passado, a queda foi ainda mais acentuada, 38,9%.

Em um sinal amarelo sobre demanda logo depois do aumento dos preços e também do custo do financiamento dos automóveis, este resultado ruim aconteceu em um momento de maior disponibilidade de produtos nas lojas, por conta da puxada na produção das montadoras no fim de 2021.

O presidente da Fenabrave, José Maurício Andreta Jr, colocou a alta de juros e a disponibilidade de renda mais baixa, por conta da inflação, como alguns dos motivos que causaram a queda nas vendas no mês. Ele ainda citou as chuvas e a nova variante do coronavírus como motivos pela queda de movimento nas concessionárias.

A entidade que representa as revendas estima que um aumento de 4,6% nos emplacamentos de veículos ao longo deste ano, uma realidade que, após desempenho fraco de janeiro, só será alcançada se a média mensal do mercado crescer para acima das 180 mil unidades. Este é um resultado que nos últimos sete meses só foi registrado  em dezembro, em decorrência da oferta restrita de carros no mercado.

O baixo desempenho do mês passado foi novamente puxado pelo segmento de carros e utilitários leves, como picapes e vans, com uma queda de 28,3% em comparação com janeiro de 2021. Na comparação com dezembro, a queda foi de 39,8%.

Da mesma forma que aconteceu em 2021, a Fiat ficou na liderança, respondendo por  20% das vendas totais de automóveis e comerciais leves. Logo depois, apareceram  General Motors (GM) e Volkswagen, empatadas com 11,2% do mercado, e Hyundai (10,8%).

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.