Vale a pena parcelar IPTU e IPVA? Maioria da população tem sua preferência; confira

O acúmulo de despesas com IPVA, IPTU, material escolar, tem pesado no bolso dos brasileiros neste início de ano. Logo, muitos têm optado por parcelar essas contas para obter uma folga no orçamento a longo prazo. 

Vale a pena parcelar IPTU e IPVA? Maioria da população tem sua preferência; confira
Vale a pena parcelar IPTU e IPVA? Maioria da população tem sua preferência; confira. (Imagem: FDR)

Segundo uma análise feita pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec-RJ) com consumidores locais, nota-se um aumento no número de pessoas que pretendem parcelar essas despesas. Também foi possível observar uma queda no índice de cidadãos fluminenses que fizeram uma poupança para quitar essas despesas de uma só vez ainda em 2021. 

Do total de entrevistados, apenas 38% fizeram esta reserva no decorrer de 2021. No entanto, ao analisar a situação dos dois últimos anos, é possível observar que o percentual atingia as marcas de 52,3% e 41,8%, respectivamente. 

Em contrapartida, 79,4% dos entrevistados que são contribuintes do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), 69,2% pretendem parcelar o tributo. Já o restante, irá quitar o débito à vista. No ano passado, o número de contribuintes era ainda menor: 62,2% parcelaram e 37,8% pagaram à vista. 

Por outro lado, no que compete ao Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), 65% têm a intenção de parcelar e 35% devem pagar o imposto em cota única. Em 2021, os percentuais eram de 56,8% para parcelar e 43,2% à vista. 

Vale mencionar que do total de entrevistas, 36,4% têm filhos em idade de frequentar escolas. Logo, 58,2% já se prepararam para pagar os gastos com matrículas à vista. Somente 41,8% irão parcelar estes gastos. No que compete à compra de materiais escolares, 65,9% pretendem parcelar e 34,1% pagarão à vista. 

A pesquisa aconteceu entre os dias 11 a 18 de janeiro, e contou com a participação de 506 moradores do Estado do Rio de Janeiro. Em relação aos consumidores que possuem esses gastos todo início de ano, 62% afirmaram não ter o costume de fazer uma poupança no decorrer do ano anterior para quitar esta despesa de uma só vez. Por outro lado, 38% preferem ter um valor guardado para arcar com este gasto.

O que é o IPTU?

O IPTU é o imposto incidente sobre as propriedades construídas em perímetro urbano, ou seja, é cobrado anualmente de proprietários de casas, prédios ou estabelecimentos comerciais de uma cidade.

Tendo em vista que ele incide sobre cada propriedade, o contribuinte que tiver mais de um imóvel registrado em sua titularidade, deverá arcar com as despesas de todos eles. Se ele possuir cinco imóveis, será preciso pagar cinco IPTUs.

É importante destacar que, se a propriedade for urbana, mas ele possuir apenas o terreno sem construção, será pago o Imposto Territorial Urbano (ITU). Porém, se o terreno se encontrar fora do perímetro urbano, a taxa incidente é a do Imposto Territorial Rural (ITR). Ambos possuem uma base de cálculos e alíquotas distintas do IPTU.

O que é o IPVA?

O IPVA é um tributo estadual, instituído pelas unidades federativas, cujo valor arrecadado é direcionado ao Tesouro Nacional. Qualquer cidadão que possua um veículo como carro, moto, caminhão, ônibus, van ou micro-ônibus, está sujeito a esta contribuição.

O montante se trata do dinheiro responsável por custear as despesas estaduais, bem como, investimentos em obras e serviços. É importante ressaltar que, o governante tem o direito de definir quais os gastos mais necessários, sem que precise ser aplicado exclusivamente no recapeamento de estradas ou malha viária.

Do produto arrecadado, 50% é destinado ao Estado e os outros 50% ao município onde o veículo estiver licenciado, inscrito ou matriculado. No final, o dinheiro é recebido pelos Estados e Distrito Federal através das Secretarias de Fazenda. Cabe a cada unidade federativa, estabelecer a alíquota que incidirá sobre o IPVA.

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Laura Alvarenga
Laura Alvarenga é graduada em Jornalismo pelo Centro Universitário do Triângulo em Uberlândia - MG. Iniciou a carreira na área de assessoria de comunicação, passou alguns anos trabalhando em pequenos jornais impressos locais e agora se empenha na carreira do jornalismo online através do portal FDR, onde pesquisa e produz conteúdo sobre economia, direitos sociais e finanças.