Fábricas de automóveis podem parar por semanas; entenda o motivo

Um problema que atingiu indústrias de todo o mundo, sobretudo as de automóveis, em 2021 poderá continuar em 2022. Trata-se da escassez de semicondutores, um componente essencial na fabricação dos chips que os dispositivos eletrônicos utilizam hoje em dia.

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No ano passado, as montadoras de automóveis no Brasil deixaram de produzir cerca de 300 mil modelos devido à falta desses componentes. Para este ano, a projeção é que a situação melhore, porém, a projeção dos empresários do setor é de 150 mil carros a menos pelo mesmo motivo.

Luis Carlos Moraes, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), alertou em entrevista coletiva para a possibilidade de interrupções nas linhas de produção: “Vamos verificar dias parados numa fábrica, semanas em uma outra. Esperamos que com menos emoção do que em 2021, mas risco continua no radar”.

Além da falta de semicondutores, as fábricas de automóveis podem sofrer com reajuste no preço do aço em 2022. Os produtores desse insumo requisitaram um aumento de 50% no valor pago pelos fabricantes de automóveis, como consequência de aumento nos custos e nos preços internacionais de commodities. Os dois setores estão em negociação.

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Crescimento de 9%

Mesmo com todos esses problemas, o presidente da Anfavea projeta crescimento de 9% na produção de automóveis em 2022, com uma estabilização iniciando no segundo semestre. Esse crescimento, no entanto, não será o bastante para o setor retornar aos níveis do pré-pandemia.

No ano passado, devido à escassez de insumos, muitas fábricas tiveram que dar férias coletivas ou suspender contratos com funcionários. Ainda assim, houve crescimento de 11% na produção e queda de 1,5% na força de trabalho empregada.

Automóveis mais caros em 2022

Como a oferta de veículos novos não está seguindo o crescimento da demanda, os preços deles estão subindo. Em 2021, o preço dos novos teve alta acumulada de 8,29%, sendo que apenas os modelos 2022 tiveram acréscimo médio de 16,87%. Com isso, os usados passaram a ser mais requisitados e também sofreram alta. As informações são da Kelley Blue Book.

Neste ano, os problemas nas linhas de produção farão o cenário de inflação se prolongar, pelo menos no primeiro semestre. E junto com a alta de novos e usados, o IPVA de 2022 também fica mais caro.

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Amaury Nogueira
Amaury da Silva Nogueira é bacharelando em Letras/Edição pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Apaixonado pelo universo da escrita, atua há dois anos como redator e realiza pesquisas sobre história da edição no Brasil. Além disso, atualmente pesquisa também sobre direitos e benefícios sociais para agregar conhecimento na redação do portal de notícias FDR.