Após Receita Federal, outros servidores estudam ‘greve’ por reajuste salarial

Como forma de cobrar um reajuste nos salários para o governo, várias categorias do funcionalismo público estão avaliando entrar em greve. A pauta será debatida hoje, 29, em uma assembleia do Fonacate (Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado). Saiba mais.

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Esta assembleia foi convocada após diversas categorias sinalizem uma insatisfação com relação a intenção de Jair Bolsonaro de reajustar os salários dos policiais federais no ano que vem.

Rudinei Marques, presidente do Fonacate, disse que os servidores do Tesouro Nacional e ds CGU (Controladoria-Geral da União), estão discutindo a respeito do assunto, além dos auditores fiscais agropecuários e auditores fiscais do Trabalho. 

“O governo fez um aceno para as forças de segurança, mas 80% dos servidores federais estão com os salários congelados há 5 anos e 20% estão com o salário congelado há 3 anos”, disse.

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Marques seguiu e disse que “Várias carreiras avaliam a possibilidade de parar. O papel do Fonacate será coordenar esses grupos para buscar o diálogo com o governo e fazer um calendário unificado de mobilização”.

Ele falou ainda que a greve deve ser o último recurso dos servidores públicos e que é necessário tentar primeiramente dialogar com o governo. No entanto, ele não descarta a possibilidade da greve.

O presidente do Fórum disse que a mobilização dos servidores deve ser “curta e intensa”, pois o governo só pode efetuar reajustes salariais em no máximo seis meses antes da eleição.

O Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) também estuda uma possível paralisação, porém, a pauta só será debatida no próxima mês.

“A seletividade de dar reajuste apenas para os policiais deixou muitos servidores indignados. Por isso, estamos organizando assembleias em janeiro para tomar uma decisão”, disse o secretário-geral do Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal), Sérgio Ronaldo da Silva.

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Ele afirma que os servidores que tiveram seus salários reajustados somente em 2017 estão com uma remuneração defasada em 27,5%. Sérgio destacou ainda que antes de avançar no reajuste para os policiais, o presidente Bolsonaro disse que iria dar reajuste para todos os servidores, “sem exceção”.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.