Novo golpe invade aplicativos de bancos; entenda como ele funciona e como se proteger

Um novo golpe financeiro foi lançado por criminosos. Trata-se do SIM-swap, um novo modelo de ataque no qual ocorre a transferência do número de telefone de uma vítima para outro chip para que a prática criminosa possa começar. 

O método é bastante semelhante ao que algumas quadrilhas utilizam para invadir aplicativos de bancos em celulares roubados. A particularidade neste caso é que não é preciso nem mesmo encostar no aparelho. A invasão acontece “pelo ar”.

O golpe é totalmente remoto e, por diversas vezes, a vítima toma conhecimento somente várias horas mais tarde. É o caso de Yara Marchioni, de 39 anos de idade, e que já acumula um prejuízo na margem de R$ 30 em compras e empréstimos que criminosos fizeram em seu nome. 

Conectada ao Wi-Fi, Yara não se deu conta de quando perdeu o sinal do celular. Até que tempos depois, recebeu uma mensagem do aplicativo no qual possui conta bancária informando sobre um erro na transferência que não foi concluída. 

Tendo em vista que ela mesma não havia feito nenhuma transferência, foi então que notou que algo estava errado. Ao apurar o que havia acontecido, foi que tomou conhecimento sobre o golpe, que resultou em ameaça de inserir o nome dela no Serasa. 

A empresária que atua com vendas online, conta que perdeu uma plataforma de pagamento crucial para o negócio dela, pois era por onde as clientes efetuavam os pagamentos. “Elas pagaram e o dinheiro foi para os bandidos”, relatou. 

A especialista em inteligência de negócios que não quis ser identificada, disse ao UOL que foi vítima do mesmo golpe. Ela conta que percebeu o que tinha acontecido somente após receber uma notificação que dizia: “não foi possível verificar este telefone. Provavelmente porque você registrou seu número em outro aparelho”. 

O alerta havia sido emitido pelo WhatsApp. Mas o que causou estranheza foi que ela não fez nenhum registro. Neste caso, os criminosos movimentaram cerca de R$ 28 mil por meio de compras em sites onde o cartão de crédito estava pré-cadastrado no sistema. 

Logo em seguida as transações foram bloqueadas pelo banco e o valor devolvido, mas isso não quer dizer que, além do susto, não houve outros transtornos financeiros envolvidos. Ela conta que os criminosos também invadiram o e-mail dela, onde ela mantinha uma série de informações pessoais, documentos, etc.

“Não foi uma abordagem de rua, não teve violência, mas é uma sensação horrorosa. Você está completamente exposto e não sabe o que podem usar contra você. Eles têm seu endereço, sabem onde você mora e tudo”, declarou.

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Laura Alvarenga
Laura Alvarenga é graduada em Jornalismo pelo Centro Universitário do Triângulo em Uberlândia - MG. Iniciou a carreira na área de assessoria de comunicação, passou alguns anos trabalhando em pequenos jornais impressos locais e agora se empenha na carreira do jornalismo online através do portal FDR, onde pesquisa e produz conteúdo sobre economia, direitos sociais e finanças.