Conta de luz vai ficar mais cara em 2022, mesmo com chuvas; entenda o motivo

Conta de luz deve se manter em alta ao longo dos próximos meses. Durante todo 2021, a população sentiu no bolso os impactos da crise hídrica que refletiram em reajustes consequentes nas tarifas elétricas. Há meses, as distribuidoras estão fazendo suas cobranças em cima da bandeira vermelha, sem previsão de baixa. Acompanhe.

Conta de luz vai ficar mais cara em 2022, mesmo com chuvas; entenda o motivo (Imagem: FDR)
Conta de luz vai ficar mais cara em 2022, mesmo com chuvas; entenda o motivo (Imagem: FDR)

Além de uma crise sanitária, econômica, política e social, o Brasil vem enfrentando uma das maiores crises hídricas de sua história. Devido a falta de chuvas, os centros de produção de energia elétrica ficaram sob risco de paralisação, fazendo com que o preço das contas de luz de mantivessem em alta constante.

Crise hídrica deve perdurar em 2022

Ainda que tenha havido fortes chuvas nos últimos dias, a crise hídrica permanecerá deixando efeitos em 2022. As usinas estão funcionando com apenas 63% de sua capacidade instalada pelo Sistema Interligado Nacional. Isso significa dizer que o custo para a geração da energia se mantem caro.

De acordo com os últimos cálculos com base da TR Soluções, as contas das bandeiras tarifárias (uma taxa usada para compensar o aumento dos custos de geração) devem ser encerradas com um saldo negativo de R$ 13,89 bilhões.

Já as aplicações criadas pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) devem permanecer com reajustes de sobrecarga, o que fará com que a população ainda pague caro pelo consumo de energia elétrica.

Distribuidoras em crise

É válido ressaltar ainda que a distribuição de energia foi afetada também pelo contexto do novo coronavírus. Os índices de inadimplência subiram consideravelmente nos últimos meses gerando assim uma crise nas empresas que gerenciam o repasse de energia.

Para amenizar a situação, o governo federal veio concedendo linhas de empréstimo para as distribuidoras, de modo que elas pudessem recuperar parte do lucro perdido. No entanto, o valor se mostrou insuficiente e quanto mais altas são as tarifas, maior são os débitos por parte da população.

Por fim, é preciso destacar ainda que durante meses as distribuidoras ficaram impedidas de cortar a energia dos devedores, isso fez com que os rombos nesse segmento ficassem ainda maior dificultando a baixa nas tarifas por consumo.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.