Recebe um salário mínimo? Veja quanto precisa trabalhar para bancar cesta básica

Brasileiro sente dificuldade para custear uma cesta básica. Nos últimos meses, o preço dos alimentos sofreu diversos reajustes. Em São Paulo, há as maiores taxações de todo o país. Atualmente, um kit vem sendo vendido por R$ 692, registrando uma alta de 35,1%. Entenda abaixo o quanto precisa trabalhar para fazer feira.

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O salário mínimo vem sendo cada vez mais apertado para o cidadão que vive em suas margens. Com uma previsão de aumento para R$ 1.200 em 2022, o piso nacional se mostra insuficiente para custear as despesas da população. Com a cesta básica em alta, é preciso reorganizar a lista de compras ou então buscar fonte de rendas extras.

Média de trabalho por salário

Atualmente, de acordo com os levantamentos do Dieese, o cidadão precisa ter um salário de ao menos R$ 5 mil para custear uma família de 4 pessoas. Convertendo isso para o trabalho, quem sobrevive no piso nacional precisa cumprir 138 horas e 27 minutos para receber R$ 1.100.

Ou seja, é preciso trabalhar quatro vezes mais que isso para receber um valor que garanta educação, alimentação, moradia e lazer. Isso significa dizer que o mês de trabalho aumentou em mais de quatro dias para compensar o aumento do custo dos alimentos.

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Indicadores da cesta básica

Os últimos levantamentos feitos pelo Banco Central, apontam um INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) de 17,3%. Já o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) ficou em 16,1%.

É válido explicar que o IPCA mede a variação do custo de vida das famílias de um a quarenta salário mínimos. O INPC, por sua vez, calcula a evolução dos preços dos setores econômicos.

O IPCA mede a variação do custo de vida das famílias com renda de um a 40 salários mínimos. Já o INPC mede a evolução dos preços de vários setores da economia.

Itens essenciais da cesta básica

Atualmente, há 13 produtos básicos na lista de compra dos brasileiros, eles são: carne, leite, feijão, arroz, farinha, batata, tomate, pão francês, café em pó, açúcar, óleo e manteiga, segundo os levantamentos do Dieese.

“Com o aumento da inflação houve uma priorização nas exportações de commodities, que também fazem parte dos produtos da cesta básica, como açúcar, arroz, café, e feijão. Essa prioridade na exportação dos produtos, fez com que o preço interno deles subisse tanto“, afirmou Paulo Henrique Araújo, internacionalista, executivo da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) e presidente da Fraternidade Segunda Ordem.

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