Financiamento de imóveis está mais caro? Taxas dos bancos assustam clientes

Em meio ao aumento da Selic, a taxa básica de juros, os bancos decidiram repassar o impacto aos clientes. Como resultado, o financiamento de imóveis está mais caro. Nos próximos meses, ainda há a expectativa de que o custo de crédito para a aquisição de imóveis tenha leve reajuste.

Financiamento de imóveis está mais caro? Taxas dos bancos assustam clientes
Financiamento de imóveis está mais caro? Taxas dos bancos assustam clientes (Imagem: Maria Ziegler/Unsplash)

Na última quinta-feira (5), o Banco Central aumentou a taxa Selic para 5,25% ao ano. Esta representou a quarta elevação da taxa básica de juros da economia. Em janeiro deste ano, o patamar era de 2% ao ano — o valor mínimo histórico.

Diante deste cenário atual, os bancos passaram a elevar as taxas cobradas para o financiamento imobiliário aos clientes.

Devido à expectativa de novas elevações da Selic e das taxas de longo prazo, o crédito imobiliário deve encarecer um pouco nos próximos meses, segundo a presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Cristiane Portela, ao G1.

Conforme o diretor financeiro do Imovelweb, Tiago Galdino, enquanto a taxa Selic seguir dentro da margem de 6% ao ano, os repasses serão pequenos. Contudo, caso passe de 7%, ele acredita que poderá haver aumentos relevantes.

No fim deste ano, o mercado financeiro aumentou a projeção para a Selic — de 7% para 7,25% ao ano. Na reunião de setembro, há a expectativa de uma nova alta de 1 ponto percentual.

Financiamento de imóveis está mais caro em alguns bancos

Na última quinta-feira (5), um dia após a elevação da taxa Selic, o Itaú subiu a taxa mínima da linha mais tradicional do financiamento de imóveis. O reajuste foi de 6,9% ao ano + Taxa Referencial (TR) para a partir de 7,3% ao ano + TR.

No mês passado, os bancos Bradesco, Santander e Banco do Brasil também aumentaram as taxas mínimas.

No Bradesco, as taxas aumentaram para a partir de 6,90%. No Banco do Brasil, as tarifas se iniciam em 6,55% ao ano. Já o Santander aumentou o custo mínimo, de a partir de 6,99% ao ano para a partir de 7,99% ao ano.

No caso da Caixa Econômica Federal, líder no segmento, não houve mudança das taxas. Assim, a tarifa mínima segue em 7% ao ano + TR.

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Silvio Souza
Silvio Suehiro Souza é formado em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Possui experiência em produção textual e, atualmente, dedica-se à redação do FDR produzindo conteúdo sobre economia.
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